Por que a pré-qualificação da OMS é tão importante para uma vacina?

Critério internacional de qualidade, segurança e eficácia, a pré-qualificação da OMS já foi concedida a três vacinas da SINOVAC. Entenda o que essa certificação significa na prática e como ela contribui para ampliar o acesso global à vacinação

Quando o assunto é vacina, é bastante comum ouvir sobre estudos clínicos, aprovação regulatória e programas de imunização. Mas existe um processo menos conhecido pela população que também desempenha um papel importante na ampliação do acesso global às vacinas: a pré-qualificação da Organização Mundial da Saúde (OMS).

Esse mecanismo foi criado para avaliar vacinas, medicamentos e outros produtos de saúde com potencial de serem adquiridos por organismos internacionais, como o Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF), a Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) e a Gavi, a Aliança para Vacinas.

Além de servir como um importante referencial técnico para governos e organizações de saúde ao redor do mundo, a pré-qualificação também pode ampliar o acesso de vacinas a diferentes países. A SINOVAC Biotech, por exemplo, possui atualmente três vacinas pré-qualificadas pela OMS: vacina contra hepatite A, vacina contra varicela (catapora) e vacina inativada contra poliomielite derivada da cepa Sabin (sIPV). Além disso, a CoronaVac recebeu da OMS a Listagem para Uso de Emergência (EUL) durante a pandemia de Covid-19.

«Ter vacinas pré-qualificadas pela OMS reforça o compromisso da companhia com padrões internacionais de qualidade e com a ampliação do acesso à vacinação em diferentes regiões do mundo. Além de avaliar dados de qualidade, segurança e eficácia, o processo também analisa aspectos relacionados à fabricação, ao controle de qualidade e ao monitoramento contínuo dos produtos”, comenta Patrícia Carneiro, doutora em Imunologia pela Universidade de São Paulo (USP) e diretora de Qualidade e Assuntos Regulatórios da SINOVAC no Brasil.

O que a OMS avalia durante a pré-qualificação?

O processo envolve uma análise abrangente do produto e dos sistemas utilizados para sua fabricação e monitoramento.

Entre os aspectos avaliados estão dados de qualidade do produto, evidências de segurança e eficácia obtidas durante o desenvolvimento clínico, conformidade com padrões internacionais de fabricação, sistemas de garantia e controle de qualidade e capacidade de monitoramento contínuo após a aprovação.

Além da análise documental, a OMS também pode realizar inspeções em instalações produtivas e avaliações periódicas para verificar a manutenção dos requisitos exigidos.

A pré-qualificação substitui a aprovação regulatória?

Não. A pré-qualificação da OMS não substitui a autorização concedida pelas autoridades regulatórias nacionais responsáveis pela aprovação de vacinas em cada país. Ela funciona como uma avaliação complementar que auxilia organismos internacionais na aquisição de produtos para programas globais de imunização e amplia a confiança em sua utilização em diferentes contextos de saúde pública.

Por que a pré-qualificação é importante para a saúde pública?

A pré-qualificação ajuda a facilitar o acesso a vacinas de qualidade em diferentes regiões do mundo. Ao criar um processo de avaliação reconhecido internacionalmente, a OMS contribui para que organizações globais possam adquirir e distribuir vacinas de forma mais eficiente, apoiando campanhas de imunização em diversos países.

Além disso, o mecanismo fortalece a confiança nos processos produtivos e nos sistemas de monitoramento que acompanham as vacinas ao longo de todo o seu ciclo de vida.

Como a pré-qualificação contribui para ampliar o acesso às vacinas?

Um dos principais objetivos desse processo é apoiar programas internacionais de imunização e facilitar o fornecimento de vacinas para países que dependem de mecanismos multilaterais de aquisição. Por isso, a pré-qualificação é frequentemente considerada um importante instrumento para fortalecer a saúde pública global, apoiar campanhas de vacinação e ampliar o acesso da população a imunizantes avaliados segundo critérios internacionais.

Um processo que complementa outras etapas de avaliação

A confiança em vacinas é construída por diferentes camadas de avaliação. Estudos clínicos, análises regulatórias, sistemas de farmacovigilância e processos internacionais de avaliação trabalham de forma complementar para garantir que os imunizantes atendam a critérios rigorosos de qualidade, segurança e eficácia antes e depois de chegarem à população. Nesse contexto, a pré-qualificação da OMS representa mais uma etapa independente de verificação, contribuindo para fortalecer programas de imunização e ampliar o acesso global a vacinas seguras e eficazes.

Referências / Materiais consultados

  1. World Health Organization (WHO). WHO Prequalification of Medical Products. Disponível em: https://extranet.who.int/prequal
  2. World Health Organization (WHO). Prequalification of Vaccines. Disponível em: https://www.who.int/teams/regulation-prequalification/eul/prequalification-of-vaccines
  3. UNICEF Supply Division. Vaccine Procurement and WHO Prequalification.
  4. Pan American Health Organization (PAHO). Revolving Fund for Access to Vaccines.
  5. SINOVAC Biotech. Healive® WHO Prequalification Announcement.
  6. SINOVAC Biotech. Sabin-strain Inactivated Polio Vaccine (sIPV) WHO Prequalification Information.
  7. SINOVAC Biotech. Varicella Vaccine WHO Prequalification Announcement.

Como o corpo cria memória imunológica?

Entenda como o sistema imunológico aprende a reconhecer ameaças e por que essa capacidade é fundamental para a proteção da saúde ao longo da vida

Todos os dias, nosso organismo entra em contato com vírus, bactérias e outros agentes que podem causar doenças. Para lidar com essas ameaças, contamos com um sistema de defesa complexo e altamente especializado: o sistema imunológico.

Uma das características mais impressionantes desse sistema é sua capacidade de aprender e lembrar. É justamente essa capacidade que dá origem ao que os especialistas chamam de memória imunológica.

Entenda como o corpo cria memória imunológica e por que isso é importante para a proteção da saúde ao longo da vida:

O que é memória imunológica?

Memória imunológica é a capacidade do sistema imunológico de reconhecer um agente infeccioso que já encontrou anteriormente e responder de forma mais rápida e eficiente em um novo contato.

Em outras palavras, o organismo «guarda informações» sobre determinadas ameaças e utiliza esse conhecimento para se preparar melhor no futuro.

Esse mecanismo é uma das bases da proteção contra diversas doenças infecciosas e representa um dos principais avanços da evolução do sistema imunológico humano.

Como o sistema imunológico aprende?

Quando um vírus ou bactéria entra no organismo pela primeira vez, o sistema imunológico inicia uma série de processos para identificar o invasor e combater a infecção.

Durante esse processo, diferentes células de defesa entram em ação. Algumas atuam diretamente no combate ao agente infeccioso, enquanto outras são responsáveis por registrar informações sobre ele.

Ao final da resposta imunológica, parte dessas células permanece no organismo por longos períodos. São elas que formam a chamada memória imunológica.

O que acontece quando o organismo encontra a mesma ameaça novamente?

Se houver um novo contato com o mesmo vírus ou bactéria, as células de memória podem reconhecer rapidamente o agente e desencadear uma resposta mais eficiente.

Isso significa que o organismo não precisa começar todo o processo de identificação do zero. Como já possui informações armazenadas, consegue reagir com mais agilidade.

Dependendo da doença e das características individuais de cada pessoa, essa resposta pode ajudar a reduzir o risco de infecção ou contribuir para diminuir a gravidade do quadro clínico.

Qual a relação entre memória imunológica e vacinação?

A vacinação utiliza o princípio da memória imunológica para ajudar o organismo a se preparar antes do contato com determinadas doenças.

Ao apresentar ao sistema imunológico informações que permitem o reconhecimento de um agente infeccioso, as vacinas estimulam a formação de células de memória sem que a pessoa precise desenvolver a doença para criar essa proteção.

Dessa forma, quando ocorre um contato futuro com o agente causador da doença, o organismo já possui mecanismos para responder de maneira mais rápida e eficiente.

A memória imunológica dura para sempre?

A duração da memória imunológica pode variar de acordo com diversos fatores, incluindo o tipo de agente infeccioso, as características individuais de cada pessoa e a resposta gerada pelo organismo.

Por esse motivo, algumas estratégias de imunização podem incluir doses de reforço ao longo da vida, sempre de acordo com as recomendações das autoridades de saúde e dos calendários vacinais vigentes.

Por que entender a memória imunológica é importante?

Compreender como o sistema imunológico aprende e se adapta ajuda a entender melhor a importância da prevenção e da vacinação ao longo da vida.

A memória imunológica é um dos mecanismos que permitem ao organismo responder de forma mais eficiente a futuras ameaças, contribuindo para a proteção individual e coletiva.

Ao longo das últimas décadas, o avanço do conhecimento científico sobre o funcionamento do sistema imunológico tem sido fundamental para o desenvolvimento de estratégias de prevenção que ajudam a reduzir o impacto de diversas doenças em todo o mundo.

A memória imunológica é um dos mecanismos mais importantes do sistema imunológico humano. Ao permitir que o organismo reconheça ameaças já conhecidas e responda de forma mais rápida e eficiente, ela contribui para a proteção da saúde ao longo da vida.

Compreender esse processo ajuda a entender melhor como o corpo se adapta, aprende e se prepara para enfrentar futuros desafios, reforçando a importância da prevenção e do conhecimento científico para a promoção da saúde.

Referências utilizadas para construção do texto:

ABBAS, A. K.; LICHTMAN, A. H.; PILLAI, S. Cellular and Molecular Immunology. 10th ed. Philadelphia: Elsevier, 2021.

MURPHY, K.; WEAVER, C. Janeway’s Immunobiology. 10th ed. New York: Garland Science, 2022.

WORLD HEALTH ORGANIZATION (WHO). Immunization Agenda 2030: A Global Strategy to Leave No One Behind. Geneva: WHO, 2020.

CENTERS FOR DISEASE CONTROL AND PREVENTION (CDC). Understanding How Vaccines Work. Atlanta: CDC. Available at: https://www.cdc.gov/vaccines/hcp/conversations/understanding-vacc-work.html

C-Level | Folha de S.Paulo | Dimas Covas fala sobre o papel estratégico do Brasil para a SINOVAC

Em entrevista ao C-Level, videocast da Folha de S.Paulo, o Prof. Dr. Dimas Covas, cientista-chefe de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação da SINOVAC no Brasil, abordou temas como inovação em saúde, pesquisa e desenvolvimento, o papel estratégico do Brasil para a companhia e as perspectivas para o futuro da biotecnologia. Confira a entrevista completa no canal da Folha no YouTube.

Veja a entrevista na íntegra: https://www.youtube.com/watch?v=a9bfUdN-8cg&t=1s

O que profissionais de saúde gostariam que mais famílias soubessem sobre vacinação infantil

Especialistas alertam para a importância da vacinação diante da circulação crescente de desinformação e da retomada de doenças que já eram consideradas controladas em diversas regiões do mundo

Nos últimos anos, os profissionais de saúde passaram a acompanhar um cenário que combina dois desafios importantes: a queda das coberturas vacinais e o aumento da circulação de informações equivocadas sobre vacinas. Ao mesmo tempo, doenças imunopreveníveis que pareciam controladas voltaram a registrar surtos em diferentes partes do mundo, reacendendo discussões sobre a importância da vacinação infantil. 

Para ajudar pais e responsáveis a navegar por esse cenário, o pediatra e infectologista Prof. Dr. Otávio Cintra e o médico hematologista Prof. Dr. Dimas Covas, que hoje ocupa a posição de cientista-chefe de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação da SINOVAC no Brasil, reuniram cinco mensagens que consideram fundamentais quando o assunto é a proteção das crianças.

1. O sistema imunológico infantil está preparado para receber várias vacinas

Uma dúvida comum entre pais e responsáveis é se o grande número de vacinas administradas nos primeiros meses de vida poderia sobrecarregar o organismo das crianças. Segundo o Dr. Otávio, esse receio não encontra respaldo científico. 

«O sistema imunológico da criança entra em contato diariamente com milhares de estímulos do ambiente. As vacinas representam apenas uma pequena fração dessa exposição e foram desenvolvidas justamente para ensinar o organismo a se proteger de forma segura», explica ele. 

O especialista reforça que cada vacina e cada dose possuem uma função específica dentro da estratégia de proteção construída ao longo da infância. Ainda reforça que seguir o calendário vacinal recomendado é a melhor forma de garantir proteção nos momentos de maior vulnerabilidade.

2. Vacinação é um cuidado para toda a vida, não apenas uma etapa da infância

Segundo o especialista, uma das dúvidas mais frequentes entre os pais é a necessidade de reforços vacinais. No entanto, muitas vacinas dependem de esquemas completos para garantir níveis adequados de proteção. 

«A vacinação é um cuidado ao longo da vida. Existem vacinas que exigem reforços e esquemas completos para garantir uma proteção adequada. Não é algo que termina na infância», explica o Dr. Otávio Cintra. 

«A vacinação é uma estratégia de proteção individual, mas também de proteção comunitária. Quanto maior a cobertura vacinal, menor a circulação dos agentes infecciosos e maior a proteção das pessoas mais vulneráveis», finaliza Dimas Covas.

3. O fato de você não ver mais determinadas doenças é justamente uma prova de que as vacinas funcionam 

Décadas de vacinação reduziram drasticamente a circulação de diversas doenças em diferentes partes do mundo.

Paradoxalmente, esse sucesso fez com que muitas famílias deixassem de conviver com os impactos dessas enfermidades e passassem a enxergá-las como problemas do passado. 

Segundo os especialistas, essa mudança na percepção de risco ajuda a explicar parte da hesitação vacinal observada atualmente e o retorno de surtos em diferentes regiões do mundo. 

«Quando as taxas de vacinação ficam abaixo dos níveis recomendados, perdemos uma barreira importante de proteção coletiva. Isso favorece o retorno de doenças que haviam sido controladas por décadas e, quando a cobertura vacinal cai, a doença encontra espaço para voltar a circular», explica Dimas Covas.

4. Informação confiável faz diferença na proteção das crianças 

Muitos dos receios apresentados por pais no consultório têm origem em informações falsas ou descontextualizadas compartilhadas nas redes sociais. 

«O desafio hoje não é apenas oferecer vacinas. É ajudar as famílias a navegar em um ambiente com excesso de informação e, muitas vezes, desinformação», afirma Dr. Otávio. 

Por isso, especialistas recomendam que dúvidas sejam discutidas com profissionais de saúde e que as informações sejam buscadas em fontes confiáveis. 

«Ciência e informação de qualidade são aliadas fundamentais da vacinação. Quanto mais esclarecida a população estiver, melhores tendem a ser os resultados para toda a sociedade», acrescenta Dimas.

5. Vacinar é uma das decisões de cuidado mais importantes da infância 

Para Dr. Otavio, existe uma forma simples de resumir a importância da vacinação infantil: «O efeito colateral das vacinas em crianças é criar adultos.»

Muitas doenças hoje são pouco conhecidas justamente porque a vacinação foi capaz de reduzir drasticamente sua ocorrência. «Com a vacinação, as crianças deixam de adoecer, deixam de sofrer complicações graves e têm a oportunidade de crescer com saúde. Mais do que evitar doenças, a vacinação representa um investimento no futuro das crianças e na proteção de toda a comunidade», explica o profissional.

Na mídia

O tema foi destaque no portal da Revista Crescer, uma das principais publicações e referência sobre infância no Brasil. Acesse a matéria completa aqui: https://revistacrescer.globo.com/saude/noticia/2026/06/vacinacao-infantil-5-coisas-que-profissionais-de-saude-gostariam-que-voce-se-importasse.ghtml

Mundo Corporativo | CBN | SINOVAC en Brasil: Alianzas con laboratorios nacionales

En entrevista con el programa Mundo Corporativo, de CBN, el científico Dimas Covas destacó que la ciencia es un proceso continuo de producción y revisión de evidencias.

Recientemente, en una entrevista con el programa Mundo Corporativo, de CBN, el médico y científico Dimas Covas destacó un punto central para el debate contemporáneo sobre la salud pública: la ciencia debe ser comprendida como un proceso continuo y no como un conjunto de respuestas definitivas.

Al abordar los desafíos enfrentados durante la pandemia y el papel de las instituciones científicas en la toma de decisiones, Covas reforzó que la confianza no se construye únicamente con resultados, sino con método, transparencia y actualización permanente de datos.

La reflexión dialoga directamente con el escenario actual de la inmunización. En un entorno de alta circulación de información y cuestionamientos frecuentes, comprender cómo se generan, evalúan y se transforman las evidencias en decisiones regulatorias es una parte fundamental de la construcción de la confianza pública.

Es en este contexto que se vuelve esencial discutir el camino que conecta la investigación científica, la evaluación técnica independiente, el monitoreo continuo y las políticas de vacunación —y cómo este proceso sostiene decisiones que impactan a millones de personas.

Dimas Covas, Científico Jefe de I+D+i de SINOVAC en Brasil, participó en el programa Mundo Corporativo, de la Radio CBN, en entrevista con Mílton Jung, para hablar sobre la llegada de la farmacéutica a la región y los próximos pasos de la compañía en el país.

Dimas Covas, Científico Jefe de I+D+i de SINOVAC en Brasil, participó en el programa Mundo Corporativo, de la Radio CBN, en entrevista con Mílton Jung, para hablar sobre la llegada de la farmacéutica a la región y los próximos pasos de la compañía en el país.

Vea el programa completo.

SINOVAC avança em parceria com o Governo Federal e o Ministério da Saúde para produzir vacinas no Brasil

Em Brasília, Weining Meng, vice-presidente global de negócios da SINOVAC, reuniu-se com o vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, e com o Ministro da Saúde, Alexandre Padilha, para avançar na produção local das vacinas de raiva humana e varicela

«A SINOVAC está pronta para avançar nesta nova fase de presença sólida no Brasil.” Meng

A SINOVAC avançou, nesta quinta-feira (04/12), na cooperação com o Governo Federal e o Ministério da Saúde para viabilizar a produção local das vacinas de raiva humana e varicela para o Sistema Único de Saúde (SUS). Em Brasília, o vice-presidente Geraldo Alckmin e o ministro Alexandre Padilha receberam Weining Meng, vice-presidente global de negócios da SINOVAC, para alinhar os próximos passos das Parcerias para o Desenvolvimento Produtivo (PDPs), acordos que envolvem transferência de tecnologia e produção nacional.

“Investir na produção local de vacinas essenciais significa focar na prevenção de doenças e na capacidade de salvar vidas. A SINOVAC está pronta para avançar nesta nova fase de presença sólida no Brasil”, afirmou Meng.

Delegação da SINOVAC se reúne com vice-presidente Geraldo Alckmin em Brasília: Foto: Vice-presidência.

Alckmin destacou o caráter estratégico da cooperação: “O governo brasileiro assumiu o compromisso, com a Nova Indústria Brasil (NIB), de reduzir nossa dependência externa em medicamentos, vacinas, equipamentos médicos e tecnologias de saúde. E essa parceria inédita com a SINOVAC é um importante passo nessa direção”. A agenda reforça a expansão da empresa no país e consolidou o papel do Brasil como polo-chave na estratégia latino-americana da companhia chinesa.

Confira abaixo galeria de fotos dos encontros:

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04-12-2025 Weidong Yin, CEO da SINOVAC

SINOVAC REFORÇA PARCERIA COM ANVISA E APRESENTA AVANÇO DE PDPs PARA O SUS

Em Brasília, executivos da corporação chinesa se reúne com executivos da agência de vigilância

A SINOVAC reforçou seu compromisso com a saúde pública brasileira em uma importante reunião com a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), a autoridade regulatória nacional. O encontro, realizado esta semana, teve como objetivo compartilhar atualizações sobre os planos de longo prazo da empresa no Brasil e consolidar um relacionamento de trabalho transparente e colaborativo com a instituição.

A delegação da SINOVAC reuniu o Vice-Presidente Global de Negócios, Weining Meng; a Vice-Presidente de Investimentos, Jennifer Jin; o Cientista-Chefe de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação, Dimas Covas; e a Diretora Sênior de Relações Institucionais na América Latina, Cintia Lucci. O grupo foi recebido pelo Diretor-Presidente da Anvisa, Leandro Safatle, e sua equipe.

Em Brasília, delegação da SINOVAC se encontra com equipe da Anvisa. Foto: Acerto SINOVAC.

Um dos focos principais da conversa foi o avanço das duas Parcerias para o Desenvolvimento Produtivo (PDPs) recentemente aprovadas pelo Ministério da Saúde. Estas iniciativas, estabelecidas em parceria com o Tecpar e a Eurofarma, viabilizarão a produção local das vacinas contra varicela e raiva humana, garantindo o fornecimento estratégico para o Sistema Único de Saúde (SUS).

A reunião foi fundamental para alinhar expectativas, reforçando a importância do diálogo contínuo com a agência reguladora brasileira à medida que a SINOVAC concretiza seus planos de expansão e seu papel no fortalecimento da infraestrutura de saúde no país.

SINOVAC e Tecpar iniciam trabalhos para produção de vacinas

Encontro no Paraná contou com a presença do vice-presidente da SINOVAC para a América Latina, Weining Meng e delegação

Foi dada a largada para a parceria que irá resultar no fortalecimento do sistema de saúde público brasileiro!

Aconteceu em 25 de novembro de 2025 a primeira reunião de trabalho entre a SINOVAC e o Instituto de Tecnologia do Paraná (Tecpar), em Curitiba. Um dia após formalização do contrato com o Ministério da Saúde para fornecimento de vacinas para o Sistema Único de Saúde (SUS), a SINOVAC e o Tecpar iniciaram o projeto para a produção conjunta de vacinas contra a raiva humana.

SINOVAC e Tecpar iniciam trabalhos para a produção de vacinas. Foto: Hedeson Alves/Tecpar

O objetivo do encontro, que marcou o início da parceria, foi conectar as equipes brasileiras e chinesas para começar a avaliação dos prazos estipulados de transferência de tecnologia e para iniciar as providências do plano de trabalho que será apresentado ao Ministério da Saúde no início do próximo ano.

Reunião na sede do Tecpar marca o início da parceria entre o instituto e a SINOVAC. Foto: Hedeson Alves, Tecpar.

“Vamos trabalhar em todo o planejamento para entregar os produtos da PDP o mais rápido possível para a sociedade brasileira”, afirmou Dimas Covas, cientista-chefe e pesquisa e desenvolvimento da SINOVAC. “O mundo tem enfrentado falta de algumas vacinas que vamos suprir com a nossa parceria, que é importante para o Tecpar, que volta a produzir vacinas humanas, e para o Paraná”, enfatizou.

A intenção é que as vacinas contempladas na PDP sejam fabricadas em Maringá. No mês de novembro, a obra de implantação da infraestrutura do Parque Tecnológico Industrial da Saúde do Tecpar na cidade alcançou 50% de execução e segue avançando com a expectativa de ser finalizada até 2026.

“O Tecpar vai ser o único e exclusivo fornecedor da vacina de raiva humana no Brasil. Hoje é início de uma grande parceria de sucesso, que reafirma o papel de laboratório público oficial do instituto e coloca o Paraná entre os principais produtores de vacinas para a saúde humana no país”, afirmou o diretor-presidente do instituto, Eduardo Marafon.

Delegações da SINOVAC e do Tecpar reunidas em Curitiba: parceria sólida. Foto: Hedeson Alves, Tecpar.

SINOVAC oficializa chegada ao Brasil com assinatura de duas PDPs que fortalecem a produção nacional de vacinas

Em evento realizado pelo Ministério da Saúde em SP, acordos firmados entre Brasil e China ampliam a capacidade produtiva do PNI e estabelecem cooperação estratégica para imunizantes essenciais ao SUS

A SINOVAC oficializou sua chegada ao Brasil com a assinatura de duas Parcerias para o Desenvolvimento Produtivo (PDPs) que integrarão a estrutura produtiva do Programa Nacional de Imunizações (PNI), durante a Reunião Plenária do Grupo Executivo do Complexo Econômico-Industrial da Saúde (GECEIS).

O evento ocorreu nesta na segunda-feira, 24 de novembro de 2025, no Auditório Moise Safra, no Hospital Albert Einstein, em São Paulo, e contou com a presença do Ministro da Saúde, Alexandre Padilha; da Ministra da Ciência, Tecnologia e Inovação, Luciana Santos; do Diretor da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) e Diretor Regional da Organização Mundial da Saúde (OMS) para as Américas, Jarbas Barbosa; do Diretor-Presidente da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), Leandro Safatle; e diversas autoridades e executivos da área de saúde.

Alexandre Padilha, Ministro da Saúde. Foto: Allan Costa.

A iniciativa marca um novo capítulo na cooperação entre Brasil e China no campo da saúde pública, consolidado durante a visita ao país do vice-presidente da companhia para a América Latina, Weining Meng.

Weining Meng assina PDPs com Ministério da Saúde. Foto: Allan Costa.

“A SINOVAC tem como missão contribuir para sistemas públicos de saúde fortes e capazes de proteger suas populações. Investir em vacinas essenciais significa investir na prevenção de doenças e na capacidade de salvar vidas. Estamos comprometidos em trazer ao Brasil tecnologias confiáveis e parcerias duradouras que atendam às necessidades reais do país”, afirmou o vice-presidente da gigante chinesa, reforçando o compromisso da empresa com o setor público e a saúde da população.

A presença da SINOVAC no Brasil é resultado de um processo institucional iniciado há um ano, quando o vice-presidente Geraldo Alckmin esteve em Pequim para uma reunião estratégica com a liderança da empresa. O encontro trouxe segurança e previsibilidade para que a SINOVAC avançasse em seus planos de investimento e colaboração — incluindo o anúncio de US$ 100 milhões para instalação e desenvolvimento de operações no país.

Para produção da vacina de raiva humana, a SINOVAC estruturou um modelo de cooperação inovador firmado em parceria com o Tecpar (Instituto de Tecnologia do Paraná), consolidando um arranjo público-privado brasileiro com participação internacional que fortalece a capacidade produtiva nacional. Isso permitirá o retorno do Tecpar à fabricação deste imunizante estratégico — hoje totalmente importado — fortalecendo a segurança sanitária e a resposta do SUS em emergências.

O diretor-presidente do Tecpar, Eduardo Marafon, avalia que a formalização da PDP fortalece a contribuição do instituto junto ao Complexo Econômico-Industrial do país, reforçando sua vocação histórica como fornecedor de produtos essenciais para a saúde pública. “Essa nova frente de atuação assumida pelo Tecpar também vai fortalecer a indústria da Saúde no Paraná, trazendo desenvolvimento tecnológico, científico e econômico. Para isso, já estamos construindo um novo campus em Maringá, no noroeste do estado, que será usado para a produção das vacinas, fruto do processo de transferência de tecnologia”, salienta. ‎

Por meio de outras parcerias, também será produzida a vacina de varicela, que ampliará a autonomia nacional na fabricação de um imunobiológico de ampla demanda populacional. As duas PDPs abrangem imunizantes essenciais do PNI.

Da esq. p/ dir.: Walker Lahmann (diretor-executivo da Eurofarma); Eduardo Marafon (diretor-presidente do Tecpar); Weining Meng (vice-presidente América Latina SINOVAC); Alexandre Padilha (ministro da saúde); e Dimas Covas (cientista-chefe e pesquisa e desenvolvimento da SINOVAC). Foto: Allan Costa.

O reencontro entre a SINOVAC e o governo brasileiro simboliza a conclusão bem-sucedida de uma etapa iniciada em Pequim e inaugura uma fase sólida de presença da empresa no país. A farmacêutica reafirma seu compromisso em fortalecer o PNI — reconhecido mundialmente — e em contribuir para a soberania produtiva nacional.

Sinovac estabelece parceria com Tecpar para fortalecer a produção local de vacinas

Acordo entre a multinacional chinesa e o Instituto Estadual prevê formulação e envase de imunizantes contra raiva, poliomielite, varicela e doenças pneumocócicas

São Paulo, 21 de fevereiro de 2025 – A Sinovac, farmacêutica multinacional, e o Instituto de Tecnologia do Paraná (Tecpar) anunciam a assinatura de um acordo que prevê o fortalecimento da produção local de vacinas e maior incentivo à indústria brasileira. O documento foi firmado durante evento na obra do Parque Tecnológico Industrial da Saúde do Tecpar, em Maringá, e contou com a presença da ministra da Saúde, Nísia Trindade. Inicialmente, o acordo prevê que as duas empresas trabalhem em conjunto em projetos com vistas à formulação e o envase de vacinas virais para doenças como raiva, poliomielite e varicela, e vacinas bacterianas para doenças pneumocócicas.

“A Sinovac tem orgulho de firmar essa parceria com o Tecpar e de compor essa frente de trabalho de instituições que atuam de forma eficiente na estruturação de plataformas tecnológicas para a produção local de vacinas”, comenta Cintia Lucci, Diretora Institucional Sênior para América Latina. Cintia ainda reforça que a colaboração visa também o desenvolvimento de uma indústria autossuficiente que gera empregos, inovação e competitividade, além de reduzir a dependência de insumos importados e assegurar uma resposta ágil a futuras crises de saúde.

Em junho de 2024, durante sessão plenária da Comissão Sino-Brasileira de Alto Nível de Concertação e Cooperação (COSBAN), na presença do vice-presidente Geraldo Alckmin, a Sinovac já havia anunciado o interesse em investir US$100 milhões no Brasil em demais projetos de P&D e produção local. Selecionada por meio de um chamamento público conduzido pelo Tecpar, a Sinovac consolida com essa parceria a possibilidade de investimento na construção de instalações para a produção de vacinas e desenvolvimento de terapias avançadas no país.

Iram de Rezende, Diretor Industrial da Saúde do Tecpar, enfatizou a importância desta parceria, reforçando que “este acordo representa um marco para a autossuficiência e competitividade da indústria brasileira de vacinas, especialmente em um momento em que a segurança sanitária e a sustentabilidade do PNI são temas prioritários para o país.”

Hoje, o Tecpar é o laboratório público responsável pelo fornecimento da vacina antirrábica veterinária ao Ministério da Saúde. Desenvolvido integralmente pelo instituto, este imunizante foi essencial no controle de casos de raiva em humanos e animais, destacando a expertise do Tecpar na produção de vacinas.

Após a finalização da etapa de obras no Parque Tecnológico Industrial da Saúde do Tecpar, em Maringá, serão realizados novos investimentos, públicos e privados, visando a produção de insumos estratégicos para o Ministério da Saúde, bem como parcerias para a Pesquisa e Desenvolvimento de novos produtos.