Nem toda hepatite é igual: entenda as diferenças entre os principais tipos da doença

Conheça os diferentes tipos de hepatites virais, suas formas de transmissão, prevenção e o papel da vacinação na proteção da saúde

Todos os anos, o Dia Mundial da Hepatite chama a atenção para a importância da prevenção, do diagnóstico precoce e do acesso ao tratamento das hepatites virais.

Embora frequentemente mencionadas como um único grupo de doenças, as hepatites apresentam características bastante diferentes entre si. Conhecer essas diferenças é fundamental para adotar medidas de prevenção adequadas e proteger a saúde da população.

O que é hepatite?

Hepatites são inflamações no fígado que podem ser causadas por vírus (tipos A, B, C, D e E), uso de medicamentos e álcool, ou doenças autoimunes. Na maioria das vezes são infecções silenciosas, ou seja, não apresentam sintomas. Entretanto, quando presentes, podem provocar cansaço, febre, mal-estar, tontura, enjoo, vômitos, dor abdominal, pele e olhos amarelados (icterícia), urina escura e fezes claras.

Entre os diferentes tipos de hepatites virais, os vírus A, B, C, D e E são os que mais preocupam devido à carga de doenças e mortes que causam, bem como ao potencial de surtos e disseminação epidêmica. Cada uma apresenta formas distintas de transmissão, prevenção e tratamento.

O que faz da hepatite um problema de saúde global?

A cada 30 segundos, alguém morre em decorrência de uma doença relacionada à hepatite viral. No entanto, com os serviços de prevenção, testagem e tratamento disponíveis atualmente, todas as mortes relacionadas à hepatite são evitáveis.

A hepatite pode afetar qualquer pessoa, mas tem um impacto desproporcional nas pessoas e comunidades mais desassistidas pelos sistemas de saúde. 

No Brasil, as hepatites virais mais comuns são causadas pelos vírus A, B e C. Existem, ainda, o vírus da hepatite D (mais comum na região Norte do país) e o vírus da hepatite E, que é menos frequente no Brasil, sendo encontrado com maior facilidade na África e na Ásia. 

As infecções causadas pelos vírus das hepatites B, C e D frequentemente se tornam crônicas. Contudo, por nem sempre apresentarem sintomas, grande parte das pessoas desconhece que está infectada. Como consequência, a doença pode evoluir por décadas sem diagnóstico. O avanço da infecção compromete o fígado sendo causa de fibrose avançada ou de cirrose, que podem levar ao desenvolvimento de câncer e necessidade de transplante do órgão.

O impacto dessas infecções acarreta aproximadamente 1,3 milhão de mortes por ano em todo o mundo, seja por infecção aguda, câncer hepático ou cirrose associada às hepatites virais. Estima-se que 240 milhões de pessoas vivam com hepatite B e 47 milhões com hepatite C no mundo. Segundo a Organização Mundial da Saúde, o número de óbitos anuais causados pelas hepatites B e C supera o de HIV e é comparável ao de tuberculose.

Diante desse cenário, a comunidade internacional estabeleceu como meta eliminar as hepatites virais como uma ameaça à saúde pública até 2030, por meio da ampliação da vacinação, do diagnóstico precoce, do tratamento e do acesso aos serviços de saúde.

Quais são as diferenças entre as hepatites virais?

Hepatite A

A hepatite A é transmitida principalmente pelo consumo de água ou alimentos contaminados e pelo contato próximo com pessoas infectadas. Está diretamente relacionada às condições de saneamento e higiene. A vacinação, aliada a hábitos adequados de higiene, é uma das principais formas de prevenção.

Hepatite B

A hepatite B pode ser transmitida pelo contato com sangue e outros fluidos corporais, além da transmissão da mãe para o bebê durante a gestação ou o parto. A vacinação é considerada uma das estratégias mais importantes para prevenir a infecção e reduzir a circulação do vírus.

E as demais hepatites?

Além das hepatites A e B, existem outros três tipos principais:

  • Hepatite C: transmitida principalmente pelo contato com sangue contaminado. Ainda não existe vacina disponível, tornando o diagnóstico precoce e as medidas preventivas fundamentais.

  • Hepatite D: ocorre apenas em pessoas infectadas pelo vírus da hepatite B. Por isso, a vacinação contra hepatite B também contribui para prevenir a hepatite D.

  • Hepatite E: geralmente está associada ao consumo de água contaminada e é mais frequente em regiões com saneamento inadequado.

A vacinação pode prevenir todas as hepatites?

Não. Atualmente, existem vacinas disponíveis para prevenir as hepatites A e B. Já para os demais tipos, a prevenção depende de outras medidas, como acesso à água potável, boas práticas de higiene, segurança nos serviços de saúde, redução da exposição ao sangue contaminado e diagnóstico precoce.

O papel da vacinação na prevenção

A vacinação é uma das estratégias mais eficazes para reduzir a incidência de doenças imunopreveníveis e contribuir para a proteção da saúde pública. No caso das hepatites virais, vacinas contra as hepatites A e B fazem parte das recomendações de imunização em diversos países e desempenham um papel importante na prevenção dessas infecções.

Como empresa dedicada ao desenvolvimento de soluções para prevenção de doenças infecciosas, a SINOVAC desenvolve vacinas, incluindo a vacina contra hepatite A, reforçando seu compromisso com a ampliação do acesso à imunização e com a promoção da saúde pública.

Você sabe como uma vacina é avaliada internacionalmente?

Além do desenvolvimento científico, vacinas destinadas a programas internacionais de imunização podem passar por processos adicionais de avaliação, como a pré-qualificação da Organização Mundial da Saúde (OMS), que verifica critérios rigorosos de qualidade, segurança e eficácia.

Saiba mais em «O que significa uma vacina ser pré-qualificada pela OMS?»

Informação também é prevenção

Além da vacinação quando indicada, conhecer as diferentes formas de transmissão das hepatites contribui para reduzir riscos e fortalecer a prevenção.

O Dia Mundial da Hepatite reforça a importância da educação em saúde, da ampliação do acesso ao diagnóstico e das estratégias de prevenção para reduzir o impacto dessas doenças em todo o mundo.


Referências utilizadas para produção do material:

Organização Mundial da Saúde (WHO).
Hepatitis. Disponível em: https://www.who.int/news-room/fact-sheets/detail/hepatitis

Organização Mundial da Saúde (WHO).
World Hepatitis Day. Disponível em: https://www.who.int/campaigns/world-hepatitis-day

Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS).
Hepatites Virais. Disponível em: https://www.paho.org/pt/topicos/hepatites-virais

Ministério da Saúde.
Hepatites Virais. Disponível em: https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/saude-de-a-a-z/h/hepatites-virais

World Hepatitis Alliance.
Disponível em:
https://www.worldhepatitisalliance.org

Vacunación a lo largo de la vida: por qué cada etapa requiere un tipo de cuidado

Desde la infancia hasta la madurez, la vacunación acompaña cada etapa de la vida con necesidades específicas de protección.

La vacunación no es un evento aislado. Acompaña toda la trayectoria de vida y, en cada etapa, cumple un papel distinto en la protección de la salud individual y colectiva.
Hoy sabemos que la inmunización es una de las estrategias de salud pública más eficaces. Se estima que previene entre 3,5 y 5 millones de muertes cada año en el mundo, según la World Health Organization.
Aun así, millones de personas siguen sin acceso o con esquemas incompletos de vacunación, lo que mantiene activos riesgos evitables.

¿Por qué la vacunación cambia a lo largo de la vida?
El sistema inmunológico no es estático. Se desarrolla en la infancia, se adapta con los años y puede volverse más vulnerable con el envejecimiento.
Por eso, el calendario de vacunación evoluciona a lo largo de la vida, acompañando estos cambios y protegiendo frente a distintos riesgos en cada etapa.

Vacunación en cada etapa de la vida


Primeros meses: protección frente a formas graves

En los primeros meses de vida, el sistema inmunológico aún está en formación, lo que representa la fase de mayor vulnerabilidad.
Enfermedades como la tos ferina y la meningitis pueden evolucionar rápidamente en esta etapa, con mayor riesgo de complicaciones graves. Se estima que la vacunación contra difteria, tétanos y tos ferina (DTP) evita millones de muertes infantiles cada año a nivel global, según la World Health Organization.
La protección temprana es clave para reducir hospitalizaciones y mortalidad.

Infancia y adolescencia: construcción de la inmunidad y control de la circulación de enfermedades


Durante el crecimiento, las vacunas fortalecen el sistema inmunológico y amplían la protección frente a múltiples enfermedades infecciosas.

Antes de la introducción de la vacuna, el sarampión causaba millones de muertes al año en el mundo. Entre 2000 y 2021, la vacunación evitó aproximadamente 56 millones de fallecimientos, de acuerdo con la World Health Organization.

Esta etapa es esencial no solo para la protección individual, sino también para reducir la circulación de virus y bacterias en la sociedad.

Vida adulta, a partir de los 20 años: mantenimiento y refuerzo

Contrario a lo que muchos creen, la vacunación no termina en la infancia.

La gripe, por ejemplo, provoca entre 3 y 5 millones de casos graves cada año en el mundo, según la World Health Organization, afectando especialmente a adultos con mayor exposición o comorbilidades.
Mantener el esquema de vacunación actualizado es fundamental para reducir riesgos y evitar complicaciones.

Embarazo: protección compartida

Durante el embarazo, la vacunación adquiere un papel aún más estratégico, ya que los anticuerpos se transfieren al bebé, protegiéndolo en sus primeros meses de vida.
La inmunización materna contra la tos ferina, por ejemplo, puede reducir en más del 90% los casos en recién nacidos, según datos de los Centers for Disease Control and Prevention.

Madurez, a partir de los 60 años: reducción de riesgos y complicaciones

Con el paso de los años, el organismo puede volverse más susceptible a infecciones y complicaciones.
Enfermedades como la influenza y el herpes zóster presentan mayor incidencia y gravedad en personas mayores. Se estima que cerca de 1 de cada 3 personas desarrollará herpes zóster a lo largo de la vida, con mayor riesgo a partir de los 50 años, según los Centers for Disease Control and Prevention. La vacunación es una de las principales formas de reducir este riesgo.
Mantener la vacunación al día es clave para preservar la autonomía y la calidad de vida.

La vacunación también es salud colectiva


La inmunización no solo protege a quien recibe la vacuna. Cuando la cobertura es alta, la circulación de enfermedades disminuye, protegiendo también a quienes no pueden vacunarse.

A pesar de ello, alrededor de 14,3 millones de niños en el mundo no han recibido ninguna dosis básica, según la World Health Organization, lo que evidencia desigualdades en el acceso.

Un cuidado que acompaña toda la vida

Seguir el calendario de vacunación en todas las etapas es una de las formas más eficaces de prevención individual y colectiva. La vacunación es un compromiso con la salud a lo largo de toda la vida.

Mantener tu vacunación al día es un paso simple, pero decisivo para protegerte y proteger a quienes te rodean.

Consulta el calendario de vacunación y busca orientación en servicios de salud y en canales oficiales de tu país, como ministerios o secretarías de salud en América Latina, además de organizaciones como la Pan American Health Organization y la World Health Organization.


REFERENCIAS


WORLD HEALTH ORGANIZATION (WHO).
Vaccines and immunization. Disponible en: https://www.who.int/health-topics/vaccines-and-immunization

WORLD HEALTH ORGANIZATION (WHO). Immunization coverage. Disponible en: https://www.who.int/data/gho/data/themes/topics/immunization-coverage

CENTERS FOR DISEASE CONTROL AND PREVENTION (CDC). Shingles (Herpes Zoster). Disponible en: https://www.cdc.gov/shingles

CENTERS FOR DISEASE CONTROL AND PREVENTION (CDC). Tdap vaccination during pregnancy. Disponible en: https://www.cdc.gov/pertussis/pregnant/mom/get-vaccinated.html

Semana de la Inmunización 2026: por qué vacunarse sigue siendo una de las decisiones más importantes para la salud individual y colectiva

Cómo la vacunación protege a las personas, fortalece a las comunidades y sigue siendo una de las estrategias más eficaces de la salud pública.

Los grandes avances en salud pública no ocurren de una sola vez. Se construyen a lo largo del tiempo a partir de decisiones individuales que, en conjunto, generan un impacto colectivo.

Durante la Semana de la Inmunización 2026, que integra la 24ª Semana de Vacunación en las Américas (SVA) y la 15ª Semana Mundial de la Inmunización (SMI), se refuerza la importancia de una acción simple y altamente efectiva: la vacunación.

Beneficios individuales: protección directa y prevención de complicaciones

Vacunarse es una de las formas más seguras y eficaces de prevenir enfermedades infecciosas. Al estimular el sistema inmunológico, las vacunas permiten al organismo reconocer y combatir agentes infecciosos antes de que causen enfermedad.

Los beneficios incluyen:

  • Reducción significativa del riesgo de infección
  • Menor probabilidad de desarrollar formas graves de la enfermedad
  • Disminución de hospitalizaciones y complicaciones
  • Protección a lo largo de la vida, según el esquema de vacunación

Según la Organización Mundial de la Salud, las vacunas previenen entre 3,5 y 5 millones de muertes al año en todo el mundo.

Beneficios colectivos: protección de la comunidad y sistemas de salud más resilientes

Además de la protección individual, la vacunación desempeña un papel central en la protección colectiva. Cuando una parte significativa de la población está inmunizada, la circulación de virus y bacterias disminuye, reduciendo el riesgo de brotes.

Este efecto, conocido como inmunidad colectiva, es especialmente importante para proteger a personas que no pueden vacunarse, como recién nacidos y personas inmunocomprometidas.

Entre los principales impactos colectivos se encuentran:
Reducción de la transmisión de enfermedades
Prevención de brotes y epidemias
Menor presión sobre los sistemas de salud
Reducción de costos en tratamientos y hospitalizaciones

De acuerdo con la Organización Panamericana de la Salud, los programas de vacunación en las Américas han contribuido a la eliminación o control de enfermedades como la poliomielitis, el sarampión y la rubéola en varios países.

Un compromiso con el futuro

La vacunación es más que una decisión individual: es un compromiso colectivo con el presente y el futuro.

Mantener el esquema de vacunación al día es una forma concreta de protegerse, cuidar a los demás y contribuir a una sociedad más saludable, resiliente y preparada para los desafíos sanitarios.


Referencias

ORGANIZACIÓN MUNDIAL DE LA SALUD (OMS). Immunization coverage. Disponible en: https://www.who.int/news-room/fact-sheets/detail/immunization-coverage.

ORGANIZACIÓN PANAMERICANA DE LA SALUD (OPS). Semana de Vacunación en las Américas. Disponible en: https://www.paho.org/es/campanas/semana-de-vacunacion-en-las-americas.

ORGANIZACIÓN PANAMERICANA DE LA SALUD (OPS). Inmunización en las Américas. Disponible en: https://www.paho.org/es/temas/inmunizacion.

FONDO DE LAS NACIONES UNIDAS PARA LA INFANCIA (UNICEF). Immunization. Disponible en: https://www.unicef.org/immunization.

Semana de la Inmunización 2026: Avanzamos más de lo que percibimos. Y la vacunación sigue siendo decisiva.

Los avances en salud han transformado la esperanza de vida global, pero mantener este progreso depende de ampliar la vacunación y reducir las brechas de inmunidad.

A lo largo de la historia, la experiencia humana ha sido profundamente transformada por avances que, a medida que se consolidan, se vuelven invisibles.

Esta invisibilidad no indica ausencia de impacto, sino todo lo contrario. Cuando una transformación alcanza escala y se integra a la vida cotidiana, deja de percibirse como excepción y pasa a interpretarse como norma. Lo extraordinario se diluye en lo habitual. Lo que sostiene la vida deja de ser reconocido como construcción.

La evolución de la salud es uno de los ejemplos más claros de este proceso.

La reconfiguración del tiempo de vida humano

A comienzos del siglo XX, la esperanza de vida global rondaba los 30 años. Hoy supera los 70. Este salto de más de cuatro décadas adicionales de vida promedio no tiene precedentes en la historia de la humanidad.

Más que un indicador numérico, se trata de una reconfiguración estructural de la experiencia humana, con impactos directos en las dinámicas sociales, económicas y culturales.

Este avance no puede atribuirse a un único factor. Es el resultado de la convergencia de múltiples transformaciones, como la expansión del saneamiento básico, el acceso al agua potable, la mejora de la nutrición, el desarrollo de antibióticos, la organización de los sistemas de salud y, de manera central, la consolidación de las estrategias de vacunación.

Gran parte de este progreso está asociada a la reducción de la mortalidad por enfermedades infecciosas, especialmente en la infancia. Con el tiempo, la supervivencia dejó de ser incierta en las primeras etapas de la vida y pasó a ser más predecible, elevando la esperanza de vida a nuevos niveles.

Esta transición no solo amplió el tiempo de vida, sino que también transformó la forma en que la sociedad se organiza, planifica el futuro y comprende el concepto de salud.

De la reacción a la anticipación: la lógica de la vacunación

En este contexto, la vacunación ocupa una posición estratégica.

Su impacto va más allá de la prevención directa de enfermedades. Introduce un cambio de paradigma en la forma de abordar los riesgos en salud: el paso de un modelo predominantemente reactivo a uno basado en la anticipación.

Históricamente, la medicina se estructuró en torno a la respuesta al problema. La enfermedad aparecía, los síntomas se manifestaban y, a partir de ahí, se buscaba intervención. Este modelo, aunque sigue siendo fundamental, presenta limitaciones, especialmente frente a enfermedades infecciosas de rápida propagación.

La vacunación modifica esta lógica al permitir que el organismo se prepare antes de la exposición al agente infeccioso. Al presentar al sistema inmunológico una versión segura del patógeno, o parte de él, la vacuna induce la producción de anticuerpos y la formación de memoria inmunológica.

Esta memoria permite una respuesta más rápida, eficiente y coordinada en futuras exposiciones. En lugar de reaccionar tarde, el organismo anticipa el riesgo.

Los programas de inmunización previenen millones de muertes cada año y reducen significativamente la circulación de agentes infecciosos. El resultado es la disminución de brotes, la contención de epidemias y el aumento de la seguridad colectiva.

El caso de la erradicación de la viruela es emblemático. Tras siglos como una de las enfermedades más letales de la historia, fue eliminada a nivel global mediante una estrategia que combinó ciencia, logística y cooperación internacional.

Del individuo a lo colectivo: el impacto sistémico de la inmunización

Otro aspecto central de la vacunación es su impacto colectivo.

Cuando una parte significativa de la población está inmunizada, la circulación del agente infeccioso disminuye. Este fenómeno crea una barrera indirecta que protege incluso a quienes no pueden vacunarse, como recién nacidos o personas inmunocomprometidas.

En este sentido, la vacunación deja de ser una elección individual para integrarse en una lógica sistémica. Su impacto depende de la escala.

Esta característica sitúa a la inmunización en el centro de las estrategias de salud pública. Contribuye a la estabilidad de los sistemas de salud, reduce la presión sobre hospitales y permite una asignación más eficiente de recursos.

Además, es una de las intervenciones más costo-efectivas. Al prevenir enfermedades, reduce la necesidad de tratamientos complejos, hospitalizaciones y costos asociados, al tiempo que preserva la calidad de vida y la productividad.

El progreso en salud no es uniforme

A pesar de los avances acumulados durante décadas, aún existen brechas de inmunidad en distintas regiones del mundo. Estas brechas pueden deberse a desigualdades en el acceso, desafíos logísticos, desinformación o disminución de las coberturas de vacunación.

Cuando la cobertura disminuye, el riesgo colectivo aumenta. Enfermedades previamente controladas pueden reaparecer, los brotes pueden intensificarse y los sistemas de salud pueden volver a enfrentar presiones evitables.

Este escenario pone en evidencia un punto crítico: el progreso en salud depende de un mantenimiento continuo.

En este contexto, la Semana de la Inmunización 2026, que integra la 24ª Semana de Vacunación en las Américas (SVA) y la 15ª Semana Mundial de la Inmunización (SMI), adquiere relevancia. Estos hitos refuerzan la necesidad de sostener, ampliar y actualizar las estrategias de vacunación.

El desafío actual no reside únicamente en la innovación científica, sino en la capacidad de transformar el conocimiento en acceso efectivo. Esto implica fortalecer los sistemas de salud, ampliar la infraestructura, garantizar una logística eficiente e invertir en comunicación basada en evidencia.

La confianza pública también juega un papel central. En un entorno marcado por la circulación acelerada de información, la adhesión a la vacunación depende no solo de la evidencia científica, sino de cómo esta se comunica y se comprende.

En este sentido, la comunicación en salud se vuelve estratégica. Hacer que el conocimiento sea accesible, claro y confiable es parte fundamental de la construcción de sistemas más resilientes.

La trayectoria reciente de la salud apunta en una dirección clara. Hemos avanzado más de lo que percibimos. Pero este avance no se sostiene por sí solo. Requiere continuidad, inversión y compromiso colectivo.

La vacunación es parte central de este proceso. Como herramienta de prevención, funciona como una infraestructura invisible que sostiene la vida contemporánea. Garantizar que estos avances lleguen a todos es más que un objetivo de salud pública. Es una condición para sostener el futuro.


Referencias

WORLD BANK. Life expectancy at birth, total (years). 2023. Disponible en: https://data.worldbank.org/indicator/SP.DYN.LE00.IN.

WORLD HEALTH ORGANIZATION. Immunization coverage. 2023. Disponible en: https://www.who.int/news-room/fact-sheets/detail/immunization-coverage.

WORLD HEALTH ORGANIZATION. Smallpox. 2020. Disponible en: https://www.who.int/health-topics/smallpox.

UNICEF. Child mortality estimates. 2022. Disponible en: https://data.unicef.org/topic/child-survival/under-five-mortality/.

WORLD HEALTH ORGANIZATION. Universal health coverage. 2023. Disponible en: https://www.who.int/news-room/fact-sheets/detail/universal-health-coverage.

WORLD HEALTH ORGANIZATION. Noncommunicable diseases. 2022. Disponible en: https://www.who.int/news-room/fact-sheets/detail/noncommunicable-diseases.

Cómo funcionan las vacunas: cómo el cuerpo crea protección contra enfermedades

Conoce cómo las vacunas estimulan el sistema inmunológico, previenen infecciones y contribuyen a la protección individual y colectiva.

Las vacunas son una de las formas más eficaces de prevenir enfermedades infecciosas y proteger la salud pública. Esto se debe a que actúan estimulando el sistema inmunológico para reconocer y combatir virus y bacterias antes de que causen infección.

Pero, ¿cómo ocurre este proceso en el organismo? Comprender cómo funcionan las vacunas permite entender por qué la vacunación es esencial, tanto para la protección individual como para reducir la circulación de enfermedades en la sociedad.

¿Qué son las vacunas?

Las vacunas son preparaciones biológicas diseñadas para entrenar al sistema inmunológico. En general, pueden contener:

  • Virus o bacterias inactivados
  • Fragmentos de estos microorganismos
  • Tecnologías modernas, como el mRNA

En todos los casos, estos componentes no causan la enfermedad, sino que activan la respuesta de defensa del organismo.

¿Cómo funcionan las vacunas en el cuerpo?

Cuando una persona se vacuna, el organismo inicia un proceso de defensa. En primer lugar, el sistema inmunológico identifica el agente como extraño. A continuación,:

  • Produce anticuerpos específicos
  • Activa células de defensa
  • Genera memoria inmunológica

Como resultado, esto permite una respuesta más rápida y eficaz en el futuro.

¿Qué ocurre en el sistema inmunológico?

Al recibir una vacuna, el cuerpo activa diferentes mecanismos. Por ejemplo:

  • Linfocitos B, que producen anticuerpos
  • Linfocitos T, que eliminan células infectadas
  • Moléculas de señalización

Así, todo ocurre de forma controlada y segura.

¿Qué es la memoria inmunológica?

Es la capacidad del cuerpo de recordar un agente infeccioso. De este modo, si hay una nueva exposición:

  • El organismo responde más rápido
  • Reconoce la amenaza
  • Reduce la gravedad de la enfermedad

¿Las vacunas causan enfermedades?

No. Las vacunas son seguras y no pueden causar la enfermedad que previenen. Esto ocurre porque utilizan versiones inofensivas o partes del agente infeccioso.

¿Son seguras las vacunas?

Sí. Las vacunas pasan por procesos rigurosos. Antes de su aprobación, incluyen:

  • Pruebas de laboratorio
  • Estudios clínicos
  • Monitoreo continuo

De esta manera, se garantiza su seguridad y eficacia.

¿Cuánto tardan en hacer efecto?

El cuerpo necesita días o semanas para generar protección. Por eso, es importante:

  • Seguir el calendario de vacunación
  • Completar todas las dosis

¿Por qué algunas vacunas requieren más de una dosis?

Algunas vacunas necesitan refuerzos. Esto se debe a que:

  • La primera dosis introduce el antígeno
  • Las siguientes refuerzan la respuesta inmunológica

En consecuencia, se mejora la eficacia y la duración de la protección.

¿Todas funcionan igual?

No. Existen distintos tipos:

  • Vacunas inactivadas
  • Vacunas de subunidades
  • Vacunas de vector viral
  • Vacunas de mRNA

Sin embargo, todas buscan el mismo objetivo: proteger.

¿Protegen solo a quien se vacuna?

No. También generan protección colectiva, conocida como inmunidad de grupo. Cuando esto ocurre:

  • Disminuye la circulación
  • Se reducen los brotes
  • Se protege a los más vulnerables

¿Por qué son importantes?

Las vacunas permiten:

  • Prevenir enfermedades
  • Reducir hospitalizaciones
  • Controlar epidemias
  • Proteger a poblaciones vulnerables

Según la Organización Mundial de la Salud, son una de las intervenciones más eficaces de salud pública.

En SINOVAC, creemos que ampliar el acceso a la información confiable y a la vacunación es clave para proteger a las comunidades en América Latina.


Referencia

WORLD HEALTH ORGANIZATION (WHO). How do vaccines work? Disponible en: https://www.who.int/news-room/feature-stories/detail/how-do-vaccines-work.

Juntos por la salud: por qué defender la ciencia es un movimiento esencial hoy

Avances como las vacunas, el aumento de la esperanza de vida y la reducción de la mortalidad infantil forman parte de nuestro día a día, pero no siempre son percibidos. En el Día Mundial de la Salud 2026, la invitación es reconocer el papel de la ciencia y reforzar la confianza en información basada en evidencia.

El 7 de abril marca el World Health Day, creado en 1948 con la fundación de la World Health Organization (WHO). Cada año, la fecha propone una reflexión sobre los desafíos y avances que impactan la salud global.

En 2026, el tema del Día Mundial de la Salud es: “Juntos por la salud. En defensa de la ciencia”.

Este debate cobra fuerza en un momento en que la ciencia está cada vez más presente en nuestra vida cotidiana — y, muchas veces, sin que lo notemos.

Está en el agua tratada que llega a los hogares, en los exámenes de rutina, en los protocolos médicos y en las decisiones que orientan las políticas públicas. Más que descubrimientos puntuales, representa un trabajo continuo que sostiene la salud a lo largo del tiempo.

De la prevención a la confianza: el papel estructurante de la ciencia

La evolución de la esperanza de vida refleja este movimiento. En poco más de un siglo, el promedio global se ha más que duplicado, mientras que la mortalidad infantil ha disminuido de forma consistente en distintas regiones del mundo. Estos avances no son eventos aislados: son el resultado de acumulación científica, coordinación institucional e implementación a escala.

La vacunación ejemplifica con precisión esta lógica.

Al reducir las probabilidades de que la enfermedad ocurra, desplaza el foco del tratamiento hacia la prevención. Disminuye el número de casos, reduce la circulación de virus y bacterias y protege indirectamente a toda la población. Más que mejorar resultados en salud, transforma la forma en que se toman decisiones.

Hoy, la prevención orienta gran parte de las estrategias en salud pública. Al mismo tiempo, el escenario actual trae nuevos desafíos.

El acceso a la información ha crecido, pero la calidad de ese contenido no siempre ha acompañado ese avance. Como resultado, la información confiable compite con contenidos no verificados. En este contexto, la confianza no es automática: necesita construirse.

Defender la ciencia, por lo tanto, implica más que reconocer su importancia histórica. Implica sostener criterios de validación, fortalecer instituciones y garantizar que las decisiones en salud permanezcan ancladas en evidencia.

Ciencia a escala: acceso, integración y futuro

La efectividad de este proceso depende de la escala.

El conocimiento solo genera impacto cuando se convierte en acceso. Los sistemas de salud son responsables de esa transición, organizando recursos, distribuyendo atención y garantizando continuidad. La capacidad de implementación define el alcance real de la ciencia.

Paralelamente, la propia definición de salud se vuelve más compleja.

El enfoque de One Health (Una Sola Salud) consolida la comprensión de que la salud humana, animal y ambiental operan de forma interdependiente. Esta mirada amplía el campo de análisis y exige coordinación entre distintas áreas del conocimiento y niveles de gobernanza.

En este contexto, la inmunidad puede entenderse como una capacidad dinámica, construida a lo largo del tiempo e influenciada por factores biológicos, conductuales y ambientales.

Cuando observamos la evolución de la salud, queda claro que los avances científicos se acumulan, se conectan y pasan a formar parte de nuestra rutina.

Esa estructura sostiene la vida cotidiana —y muchas veces solo percibimos su importancia cuando algo falla.

Por eso, queda la reflexión: si la ciencia desapareciera hoy, ¿qué perderías primero?


REFERENCIAS
WORLD HEALTH ORGANIZATION (WHO). World Health Day. Disponible en: https://www.who.int/campaigns/world-health-day/26.

Estudio con vacuna contra la varicela de SINOVAC confirma seguridad a gran escala tras el análisis de más de 1 millón de dosis en niños

La investigación se realizó durante una campaña de vacunación escolar en China que alcanzó a más de 1,8 millones de niños, reforzando la confianza en las estrategias poblacionales de inmunización infantil.

Garantizar altas coberturas de vacunación es una de las estrategias más eficaces para reducir la circulación de enfermedades prevenibles mediante vacunas en entornos escolares y comunitarios. En el caso de la varicela, una infección altamente contagiosa, una amplia protección de la población es esencial para prevenir complicaciones, hospitalizaciones y brotes.

Con este objetivo, SINOVAC llevó a cabo una amplia evaluación de seguridad de la vacuna atenuada contra la varicela (SV-1) en niños de 7 a 12 años, analizando el desempeño del inmunizante en condiciones reales de campaña. La iniciativa incluyó la aplicación de más de 1,8 millones de dosis durante un programa de vacunación escolar en la provincia de Jiangsu, en China.

Este estudio forma parte de la denominada fase 4 del desarrollo clínico, una etapa que se lleva a cabo después de la aprobación regulatoria y de la disponibilidad de la vacuna en el mercado.

A diferencia de las fases anteriores, realizadas en entornos controlados, los estudios de fase 4 evalúan el desempeño del inmunizante en condiciones reales de uso, involucrando poblaciones más amplias y escenarios propios del funcionamiento cotidiano de los servicios de salud.

Este seguimiento continuo permite monitorear la seguridad, la efectividad y los aspectos operativos a gran escala, además de generar evidencia adicional que respalda la toma de decisiones de los gestores públicos y fortalece la confianza en los programas de inmunización.

Los resultados fueron publicados en Vaccines (volumen 14, número 1, 2026), una revista científica internacional revisada por pares y especializada en investigaciones sobre vacunas, y demostraron un perfil consistente de seguridad, con baja ocurrencia de eventos adversos y ausencia de casos graves relacionados con la inmunización, reforzando la viabilidad de su uso a gran escala.

Por qué la varicela sigue siendo una preocupación de salud pública

Frecuentemente asociada con cuadros leves, la varicela puede evolucionar con complicaciones, especialmente en niños no vacunados, adolescentes y adultos.

Entre los posibles desenlaces se encuentran infecciones bacterianas de la piel, neumonía, complicaciones neurológicas como la encefalitis y la necesidad de hospitalización. En adultos no inmunizados, la enfermedad tiende a ser más grave y con mayor riesgo de internación.

Por esta razón, mantener altas coberturas de vacunación es fundamental para reducir la transmisión del virus y proteger a los grupos más vulnerables.

Según la Organización Mundial de la Salud (OMS), de acuerdo con el documento de posicionamiento más reciente sobre vacunas contra la varicela, la enfermedad continúa asociada a millones de casos y miles de muertes cada año a nivel mundial.

La OMS también destaca que la vacunación es la medida más eficaz para prevenir casos graves y limitar la aparición de brotes, especialmente en entornos con gran circulación de niños, como las escuelas.

Evidencia del mundo real en millones de aplicaciones

A diferencia de los ensayos clínicos controlados, la evaluación analizó el desempeño del inmunizante en la práctica cotidiana de los servicios de salud, un escenario que refleja la calidad de la vacunación y el funcionamiento de las campañas públicas.

En total, se administraron más de 1,8 millones de dosis. El monitoreo se realizó mediante el análisis de 1 millón de personas vacunadas e incluyó el registro sistemático de eventos adversos posteriores a la vacunación.

Los resultados mostraron que:

  • la mayoría de las reacciones fue leve y transitoria, como fiebre baja o dolor en el lugar de la aplicación
  • los síntomas sistémicos fueron poco frecuentes
  • ningún evento adverso grave fue atribuido a la vacuna

Estos datos confirman que el inmunizante mantiene un sólido perfil de seguridad incluso a escala poblacional, un factor decisivo para la adopción de programas de inmunización de gran alcance.

Impacto para las campañas de vacunación

La evidencia a gran escala tiene implicaciones directas para gestores, pediatras y responsables de políticas públicas. Las vacunas con un perfil consistente de seguridad y aplicables en campañas de gran magnitud permiten:

  • campañas escolares más ágiles
  • mayor adhesión de las familias
  • rápida ampliación de la cobertura
  • reducción de hospitalizaciones
  • mejor aprovechamiento de los equipos y la infraestructura

En la práctica, esto significa más niños protegidos en menos tiempo y con mayor eficiencia para los sistemas públicos de salud.

Compromiso continuo con la seguridad y el monitoreo

Aunque la vacuna contra la varicela ya ha sido aprobada para su comercialización tras cumplir todas las etapas de desarrollo clínico y evaluación regulatoria, SINOVAC mantiene un seguimiento continuo del desempeño de todas sus vacunas después de su introducción en el mercado.

Este monitoreo posterior a la comercialización, realizado de forma voluntaria, permite analizar la seguridad y la efectividad del inmunizante en condiciones reales y en grandes poblaciones, ampliando la transparencia y la confianza en las decisiones de salud pública.

Al llevar a cabo estudios a gran escala y publicar los resultados en revistas científicas revisadas por especialistas, SINOVAC refuerza su compromiso con la generación continua de evidencia y con la protección colectiva, contribuyendo a la adopción sostenible de la vacunación en los programas de inmunización en toda América Latina.

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Referencias

World Health Organization. Varicella vaccines: WHO position paper – November 2025. Weekly Epidemiological Record. 2025;100(47):567–590.
Disponible en: https://www.who.int/publications/i/item/who-wer10047-567-590

Vacunas contra la varicela y la gripe pueden aplicarse el mismo día con seguridad y eficacia en niños, muestra estudio clínico

Investigación con casi 900 niños, acompañados de forma sistemática a lo largo del estudio, demuestra que la coadministración mantiene una respuesta inmunológica adecuada y un perfil de seguridad similar al de la aplicación por separado, reforzando la viabilidad de la estrategia para ampliar la cobertura vacunal.

La posibilidad de aplicar diferentes vacunas en la misma visita al servicio de salud, práctica conocida como coadministración, simplificando el calendario de vacunación, es uno de los caminos más eficaces para aumentar la adhesión de las familias y garantizar una alta cobertura vacunal.

La coadministración reduce barreras logísticas, optimiza recursos y fortalece campañas de inmunización a gran escala.

En un reciente estudio clínico aleatorizado realizado por el Jiangsu Provincial Center for Disease Control and Prevention (CDC de Jiangsu), en China, utilizando vacunas producidas por SINOVAC, se evaluaron la respuesta inmunológica y la seguridad de la vacuna contra la varicela, también conocida como catapora, administrada simultáneamente con la vacuna contra la influenza estacional en niños sanos de 7 a 12 años.

Los resultados indican que la aplicación conjunta mantiene niveles equivalentes de protección para ambas enfermedades y presenta un perfil de seguridad comparable al de la administración por separado, sin aumento de eventos adversos relevantes.

Los datos fueron publicados en una revista científica indexada internacionalmente, contribuyendo a la base de evidencias que orienta decisiones de salud pública.

Por qué la varicela y la gripe siguen siendo un desafío de salud pública

Mundo Corporativo | CBN | SINOVAC en Brasil: Alianzas con laboratorios nacionales

En entrevista con el programa Mundo Corporativo, de CBN, el científico Dimas Covas destacó que la ciencia es un proceso continuo de producción y revisión de evidencias.

Recientemente, en una entrevista con el programa Mundo Corporativo, de CBN, el médico y científico Dimas Covas destacó un punto central para el debate contemporáneo sobre la salud pública: la ciencia debe ser comprendida como un proceso continuo y no como un conjunto de respuestas definitivas.

Al abordar los desafíos enfrentados durante la pandemia y el papel de las instituciones científicas en la toma de decisiones, Covas reforzó que la confianza no se construye únicamente con resultados, sino con método, transparencia y actualización permanente de datos.

La reflexión dialoga directamente con el escenario actual de la inmunización. En un entorno de alta circulación de información y cuestionamientos frecuentes, comprender cómo se generan, evalúan y se transforman las evidencias en decisiones regulatorias es una parte fundamental de la construcción de la confianza pública.

Es en este contexto que se vuelve esencial discutir el camino que conecta la investigación científica, la evaluación técnica independiente, el monitoreo continuo y las políticas de vacunación —y cómo este proceso sostiene decisiones que impactan a millones de personas.

Dimas Covas, Científico Jefe de I+D+i de SINOVAC en Brasil, participó en el programa Mundo Corporativo, de la Radio CBN, en entrevista con Mílton Jung, para hablar sobre la llegada de la farmacéutica a la región y los próximos pasos de la compañía en el país.

Dimas Covas, Científico Jefe de I+D+i de SINOVAC en Brasil, participó en el programa Mundo Corporativo, de la Radio CBN, en entrevista con Mílton Jung, para hablar sobre la llegada de la farmacéutica a la región y los próximos pasos de la compañía en el país.

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Dose de reforço contra a poliomielite pode ser aplicada com outras vacinas sem comprometer segurança ou eficácia, aponta estudo clínico da SINOVAC

Pesquisa de fase 4 com cerca de 900 crianças demonstra que a coadministração da vacina inativada contra o poliovírus mantém resposta imunológica e perfil de segurança semelhantes aos da aplicação isolada.

A sempre positiva ampliação da cobertura vacinal infantil depende não apenas da disponibilidade de imunizantes eficazes, mas também de estratégias que tornem o calendário de vacinação mais simples, acessível e viável para famílias e sistemas de saúde. Nesse contexto, a aplicação de diferentes vacinas no mesmo dia – prática conhecida como coadministração de vacinas – tem ganhado relevância por reduzir atrasos, otimizar recursos e ampliar a adesão às campanhas de imunização.

Um estudo clínico de fase 4 conduzido pela SINOVAC, publicado na revista científica internacional Vaccines em outubro de 2025, avaliou a aplicação da dose de reforço da vacina inativada contra a poliomielite (IPV), administrada isoladamente ou na mesma visita e no mesmo dia em que outras vacinas pediátricas de rotina.

Os resultados indicam que a coadministração mantém níveis equivalentes de proteção imunológica e um perfil de segurança comparável ao da administração separada.

O que é o poliovírus e por que a vacinação é essencial

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), o poliovírus é o agente causador da poliomielite, uma doença viral altamente infecciosa que afeta principalmente crianças menores de 5 anos. A transmissão ocorre de pessoa para pessoa, sobretudo pela via fecal-oral, por meio de água ou alimentos contaminados. O vírus se multiplica no intestino e, em alguns casos, pode invadir o sistema nervoso, provocando paralisia permanente.

A maioria das infecções é assintomática ou apresenta sintomas leves, mas não há tratamento específico. Por isso, a vacinação é a principal estratégia de prevenção e controle.

Desde o lançamento da Iniciativa Global de Erradicação da Pólio, em 1988, os casos de poliovírus caíram mais de 99% no mundo. Dois dos três tipos do vírus já foram erradicados, e a circulação endêmica hoje se restringe a poucos países.

Nas Américas, a vacinação permitiu a certificação de eliminação da doença em 1994, um marco histórico para a saúde pública. No entanto, dez anos depois, em 2024, apenas 83% das crianças receberam a terceira dose da vacina – abaixo dos 95% necessários para prevenir surtos.

Enquanto a doença não for erradicada globalmente, o risco de reintrodução permanece. Isso significa que a proteção não é apenas local, mas coletiva.

Ainda de acordo com a OMS, sem a erradicação definitiva, a poliomielite pode voltar a causar até 200 mil novos casos por ano ao longo de uma década. Por isso, manter altas coberturas vacinais é essencial para evitar retrocessos e proteger coletivamente as crianças.

Como foi conduzido o estudo clínico

A pesquisa envolveu 889 crianças entre 18 e 22 meses de idade, distribuídas aleatoriamente em três grupos:

  • reforço contra poliomielite isoladamente
  • poliomielite + vacina inativada contra hepatite A
  • poliomielite + vacina tríplice viral (sarampo, caxumba e rubéola – SCR)

As vacinas foram aplicadas no mesmo dia, em locais anatômicos distintos, conforme as recomendações técnicas de imunização. Por se tratar de um estudo de fase 4 – etapa realizada após a aprovação regulatória – o objetivo foi avaliar a segurança e o desempenho da vacina em condições reais de uso, refletindo a rotina dos programas de vacinação.

Resultados: produção de anticorpos e segurança preservadas

Os dados mostraram resultados consistentes entre todos os grupos.

Produção de anticorpos (imunogenicidade)

Todas as crianças desenvolveram níveis protetores de anticorpos contra o poliovírus em até 30 dias, independentemente da estratégia de aplicação.

Segurança

Os eventos adversos observados foram, em sua maioria, leves ou moderados, como dor local ou febre baixa, sem registro de reações graves relacionadas à vacinação.

Na prática, isso indica que a dose de reforço contra a poliomielite pode ser administrada junto com outras vacinas sem perda de eficácia ou aumento de risco, facilitando sua incorporação ao calendário infantil.

Por que a coadministração é estratégica para a saúde pública

A possibilidade de aplicar vacinas simultaneamente traz benefícios diretos para os sistemas de saúde:

  • menos visitas aos serviços de vacinação
  • maior adesão das famílias
  • redução de atrasos vacinais
  • otimização de equipes e infraestrutura
  • diminuição de custos operacionais
  • ampliação da cobertura em menos tempo

Em campanhas de grande escala, esses fatores contribuem para proteger mais crianças rapidamente – um aspecto essencial para doenças evitáveis por vacinação como a poliomielite.

O compromisso da SINOVAC com evidência científica

Ao conduzir estudos clínicos pós-licenciamento e publicar os resultados em periódicos publicações científicas avaliadas por especialistas independentes, a SINOVAC reforça seu compromisso com segurança vacinal, monitoramento contínuo e produção de evidências científicas robustas.

A integração entre pesquisa, produção em escala e cooperação com autoridades sanitárias é parte do esforço para fortalecer programas de imunização e ampliar o acesso à prevenção de doenças preveníveis por vacina na América Latina e no mundo.

Acesse o estudo na íntegra.


Referências