Vacinas contra catapora e gripe podem ser aplicadas no mesmo dia com segurança e eficácia em crianças, mostra estudo clínico randomizado conduzido pelo Jiangsu Provincial Center for Disease Control and Prevention (CDC de Jiangsu), na China, com vacinas da SINOVAC

Pesquisa com quase 900 crianças, acompanhadas de forma sistemática ao longo do estudo, demonstra que a coadministração mantém resposta imunológica adequada e perfil de segurança semelhante ao da aplicação separada, reforçando a viabilidade da estratégia para ampliar a cobertura vacinal.

A possibilidade de aplicar diferentes vacinas na mesma visita ao serviço de saúde – prática conhecida como coadministração – simplificando o calendário de vacinação, é um dos caminhos mais eficazes para aumentar a adesão das famílias e garantir alta cobertura vacinal.

A coadministração reduz barreiras logísticas, otimiza recursos e fortalece campanhas de imunização em larga escala. Em um recente estudo clínico randomizado conduzido pelo Jiangsu Provincial Center for Disease Control and Prevention (CDC de Jiangsu), na China, utilizando vacinas produzidas pela SINOVAC, a resposta imunológica e a segurança da vacina contra catapora, também conhecida como varicela, administrada simultaneamente à vacina contra a influenza sazonal, em crianças saudáveis de 7 a 12 anos, foi avaliada.

Os resultados indicam que a aplicação conjunta mantém níveis equivalentes de proteção para ambas as doenças e apresenta perfil de segurança comparável ao da administração separada, sem aumento de eventos adversos relevantes.

Os dados foram publicados em periódico científico indexado internacionalmente, contribuindo para a base de evidências que orienta decisões de saúde pública.

Por que catapora e gripe continuam sendo um desafio de saúde pública

A catapora, causada pelo vírus varicela-zóster, é frequentemente percebida como uma doença leve da infância. No entanto, pode evoluir com complicações, especialmente em crianças pequenas, adolescentes, adultos e pessoas não vacinadas.

Entre os possíveis desfechos estão:

  • infecções bacterianas secundárias da pele
  • pneumonia
  • complicações neurológicas, como encefalite
  • hospitalização
  • e, em casos raros, óbito

Em adultos não imunizados, a doença tende a ser mais grave, com maior risco de complicações respiratórias e internação.

Já a influenza sazonal permanece associada a surtos anuais, faltas escolares e sobrecarga dos serviços de saúde, podendo causar quadros respiratórios importantes em populações vulneráveis.

Em ambientes escolares, onde há contato próximo e intenso entre crianças, vírus respiratórios e doenças altamente contagiosas encontram condições ideais para rápida disseminação. Por isso, ampliar a proteção simultânea contra essas duas doenças tem impacto direto na redução de transmissão, complicações e custos assistenciais.

A Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) tem alertado para o aumento sustentado da circulação da influenza sazonal nas Américas, reforçando a necessidade de ampliar a vacinação infantil para reduzir surtos e hospitalizações.

Nesse mesmo contexto, a catapora também apresenta alta transmissibilidade em creches e escolas, podendo gerar cadeias de contágio e afastamentos frequentes.

A proteção simultânea contra essas duas doenças, por meio da coadministração das vacinas, torna-se, portanto, uma estratégia prática e eficiente para conter a transmissão em ambientes coletivos e fortalecer a resposta dos programas de imunização.

Como o estudo foi conduzido

A pesquisa incluiu 899 crianças em idade escolar, que receberam:

  • vacina contra catapora isoladamente
  • vacina contra influenza isoladamente
  • ou as duas vacinas no mesmo dia, aplicadas em locais anatômicos distintos

Os pesquisadores avaliaram dois aspectos principais:

  • capacidade de gerar resposta imune protetora
  • monitoramento de eventos adversos

Resultados: proteção preservada e boa tolerabilidade

Os resultados mostraram que a resposta imunológica das duas vacinas foi equivalente entre os grupos, demonstrando que a coadministração não interfere na eficácia.

Resultados da vacina contra catapora

Cerca de 98% ou mais das crianças desenvolveram anticorpos protetores, e aproximadamente 90% apresentaram resposta imunológica clara (soroconversão), independentemente de as vacinas terem sido administradas juntas ou separadamente.

Resultados da vacina contra influenza

A resposta imunológica atendeu aos critérios padrão de não inferioridade para todas as cepas de influenza avaliadas (H1N1, H3N2 e linhagens B). As taxas de soroconversão variaram aproximadamente de 72% a 94%, e a maioria das crianças desenvolveu níveis protetores de anticorpos.

Perfil de segurança

O perfil de segurança também se manteve consistente:

  • eventos adversos predominantemente leves
  • reações locais passageiras
  • poucos sintomas sistêmicos
  • nenhum evento grave relacionado à vacinação

Cerca de 8,35% dos participantes relataram eventos adversos, mas apenas 3,67% foram considerados relacionados à vacinação, sendo principalmente reações leves no local da aplicação, como dor, induração ou vermelhidão. Sintomas sistêmicos foram raros, incluindo febre baixa, dor corporal ou diarreia. Não ocorreram eventos adversos graves relacionados às vacinas.

Benefícios práticos para campanhas de vacinação

Do ponto de vista operacional, a coadministração traz ganhos concretos:

  • menos deslocamentos das famílias
  • maior adesão ao calendário
  • redução de faltas escolares e ao trabalho
  • otimização de equipes de saúde
  • melhor uso de infraestrutura
  • aumento da cobertura em menor tempo

Em campanhas sazonais, como as de influenza, essa estratégia pode facilitar a atualização simultânea de outras vacinas, ampliando o impacto das ações de imunização.

Monitoramento contínuo e compromisso com segurança

Estudos clínicos como este, realizados após a introdução de vacinas no mercado, fazem parte do monitoramento contínuo de segurança e desempenho em condições reais de uso. Embora não sejam obrigatórios para o registro regulatório, são fundamentais para aprofundar o conhecimento sobre o comportamento das vacinas na prática.

Ao conduzir pesquisas desse tipo e publicar os resultados em revistas científicas, a SINOVAC reforça seu compromisso com transparência, evidência científica e segurança vacinal, contribuindo para decisões mais robustas em programas de imunização na América Latina.

Acesse o estudo na íntegra.


Referências

Mundo Corporativo | CBN | SINOVAC en Brasil: Alianzas con laboratorios nacionales

En entrevista con el programa Mundo Corporativo, de CBN, el científico Dimas Covas destacó que la ciencia es un proceso continuo de producción y revisión de evidencias.

Recientemente, en una entrevista con el programa Mundo Corporativo, de CBN, el médico y científico Dimas Covas destacó un punto central para el debate contemporáneo sobre la salud pública: la ciencia debe ser comprendida como un proceso continuo y no como un conjunto de respuestas definitivas.

Al abordar los desafíos enfrentados durante la pandemia y el papel de las instituciones científicas en la toma de decisiones, Covas reforzó que la confianza no se construye únicamente con resultados, sino con método, transparencia y actualización permanente de datos.

La reflexión dialoga directamente con el escenario actual de la inmunización. En un entorno de alta circulación de información y cuestionamientos frecuentes, comprender cómo se generan, evalúan y se transforman las evidencias en decisiones regulatorias es una parte fundamental de la construcción de la confianza pública.

Es en este contexto que se vuelve esencial discutir el camino que conecta la investigación científica, la evaluación técnica independiente, el monitoreo continuo y las políticas de vacunación —y cómo este proceso sostiene decisiones que impactan a millones de personas.

Dimas Covas, Científico Jefe de I+D+i de SINOVAC en Brasil, participó en el programa Mundo Corporativo, de la Radio CBN, en entrevista con Mílton Jung, para hablar sobre la llegada de la farmacéutica a la región y los próximos pasos de la compañía en el país.

Dimas Covas, Científico Jefe de I+D+i de SINOVAC en Brasil, participó en el programa Mundo Corporativo, de la Radio CBN, en entrevista con Mílton Jung, para hablar sobre la llegada de la farmacéutica a la región y los próximos pasos de la compañía en el país.

Vea el programa completo.

Dose de reforço contra a poliomielite pode ser aplicada com outras vacinas sem comprometer segurança ou eficácia, aponta estudo clínico da SINOVAC

Pesquisa de fase 4 com cerca de 900 crianças demonstra que a coadministração da vacina inativada contra o poliovírus mantém resposta imunológica e perfil de segurança semelhantes aos da aplicação isolada.

A sempre positiva ampliação da cobertura vacinal infantil depende não apenas da disponibilidade de imunizantes eficazes, mas também de estratégias que tornem o calendário de vacinação mais simples, acessível e viável para famílias e sistemas de saúde. Nesse contexto, a aplicação de diferentes vacinas no mesmo dia – prática conhecida como coadministração de vacinas – tem ganhado relevância por reduzir atrasos, otimizar recursos e ampliar a adesão às campanhas de imunização.

Um estudo clínico de fase 4 conduzido pela SINOVAC, publicado na revista científica internacional Vaccines em outubro de 2025, avaliou a aplicação da dose de reforço da vacina inativada contra a poliomielite (IPV), administrada isoladamente ou na mesma visita e no mesmo dia em que outras vacinas pediátricas de rotina.

Os resultados indicam que a coadministração mantém níveis equivalentes de proteção imunológica e um perfil de segurança comparável ao da administração separada.

O que é o poliovírus e por que a vacinação é essencial

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), o poliovírus é o agente causador da poliomielite, uma doença viral altamente infecciosa que afeta principalmente crianças menores de 5 anos. A transmissão ocorre de pessoa para pessoa, sobretudo pela via fecal-oral, por meio de água ou alimentos contaminados. O vírus se multiplica no intestino e, em alguns casos, pode invadir o sistema nervoso, provocando paralisia permanente.

A maioria das infecções é assintomática ou apresenta sintomas leves, mas não há tratamento específico. Por isso, a vacinação é a principal estratégia de prevenção e controle.

Desde o lançamento da Iniciativa Global de Erradicação da Pólio, em 1988, os casos de poliovírus caíram mais de 99% no mundo. Dois dos três tipos do vírus já foram erradicados, e a circulação endêmica hoje se restringe a poucos países.

Nas Américas, a vacinação permitiu a certificação de eliminação da doença em 1994, um marco histórico para a saúde pública. No entanto, dez anos depois, em 2024, apenas 83% das crianças receberam a terceira dose da vacina – abaixo dos 95% necessários para prevenir surtos.

Enquanto a doença não for erradicada globalmente, o risco de reintrodução permanece. Isso significa que a proteção não é apenas local, mas coletiva.

Ainda de acordo com a OMS, sem a erradicação definitiva, a poliomielite pode voltar a causar até 200 mil novos casos por ano ao longo de uma década. Por isso, manter altas coberturas vacinais é essencial para evitar retrocessos e proteger coletivamente as crianças.

Como foi conduzido o estudo clínico

A pesquisa envolveu 889 crianças entre 18 e 22 meses de idade, distribuídas aleatoriamente em três grupos:

  • reforço contra poliomielite isoladamente
  • poliomielite + vacina inativada contra hepatite A
  • poliomielite + vacina tríplice viral (sarampo, caxumba e rubéola – SCR)

As vacinas foram aplicadas no mesmo dia, em locais anatômicos distintos, conforme as recomendações técnicas de imunização. Por se tratar de um estudo de fase 4 – etapa realizada após a aprovação regulatória – o objetivo foi avaliar a segurança e o desempenho da vacina em condições reais de uso, refletindo a rotina dos programas de vacinação.

Resultados: produção de anticorpos e segurança preservadas

Os dados mostraram resultados consistentes entre todos os grupos.

Produção de anticorpos (imunogenicidade)

Todas as crianças desenvolveram níveis protetores de anticorpos contra o poliovírus em até 30 dias, independentemente da estratégia de aplicação.

Segurança

Os eventos adversos observados foram, em sua maioria, leves ou moderados, como dor local ou febre baixa, sem registro de reações graves relacionadas à vacinação.

Na prática, isso indica que a dose de reforço contra a poliomielite pode ser administrada junto com outras vacinas sem perda de eficácia ou aumento de risco, facilitando sua incorporação ao calendário infantil.

Por que a coadministração é estratégica para a saúde pública

A possibilidade de aplicar vacinas simultaneamente traz benefícios diretos para os sistemas de saúde:

  • menos visitas aos serviços de vacinação
  • maior adesão das famílias
  • redução de atrasos vacinais
  • otimização de equipes e infraestrutura
  • diminuição de custos operacionais
  • ampliação da cobertura em menos tempo

Em campanhas de grande escala, esses fatores contribuem para proteger mais crianças rapidamente – um aspecto essencial para doenças evitáveis por vacinação como a poliomielite.

O compromisso da SINOVAC com evidência científica

Ao conduzir estudos clínicos pós-licenciamento e publicar os resultados em periódicos publicações científicas avaliadas por especialistas independentes, a SINOVAC reforça seu compromisso com segurança vacinal, monitoramento contínuo e produção de evidências científicas robustas.

A integração entre pesquisa, produção em escala e cooperação com autoridades sanitárias é parte do esforço para fortalecer programas de imunização e ampliar o acesso à prevenção de doenças preveníveis por vacina na América Latina e no mundo.

Acesse o estudo na íntegra.


Referências

SINOVAC avança em parceria com o Governo Federal e o Ministério da Saúde para produzir vacinas no Brasil

Em Brasília, Weining Meng, vice-presidente global de negócios da SINOVAC, reuniu-se com o vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, e com o Ministro da Saúde, Alexandre Padilha, para avançar na produção local das vacinas de raiva humana e varicela

«A SINOVAC está pronta para avançar nesta nova fase de presença sólida no Brasil.” Meng

A SINOVAC avançou, nesta quinta-feira (04/12), na cooperação com o Governo Federal e o Ministério da Saúde para viabilizar a produção local das vacinas de raiva humana e varicela para o Sistema Único de Saúde (SUS). Em Brasília, o vice-presidente Geraldo Alckmin e o ministro Alexandre Padilha receberam Weining Meng, vice-presidente global de negócios da SINOVAC, para alinhar os próximos passos das Parcerias para o Desenvolvimento Produtivo (PDPs), acordos que envolvem transferência de tecnologia e produção nacional.

“Investir na produção local de vacinas essenciais significa focar na prevenção de doenças e na capacidade de salvar vidas. A SINOVAC está pronta para avançar nesta nova fase de presença sólida no Brasil”, afirmou Meng.

Delegação da SINOVAC se reúne com vice-presidente Geraldo Alckmin em Brasília: Foto: Vice-presidência.

Alckmin destacou o caráter estratégico da cooperação: “O governo brasileiro assumiu o compromisso, com a Nova Indústria Brasil (NIB), de reduzir nossa dependência externa em medicamentos, vacinas, equipamentos médicos e tecnologias de saúde. E essa parceria inédita com a SINOVAC é um importante passo nessa direção”. A agenda reforça a expansão da empresa no país e consolidou o papel do Brasil como polo-chave na estratégia latino-americana da companhia chinesa.

Confira abaixo galeria de fotos dos encontros:

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04-12-2025 Weidong Yin, CEO da SINOVAC

SINOVAC REFORÇA PARCERIA COM ANVISA E APRESENTA AVANÇO DE PDPs PARA O SUS

Em Brasília, executivos da corporação chinesa se reúne com executivos da agência de vigilância

A SINOVAC reforçou seu compromisso com a saúde pública brasileira em uma importante reunião com a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), a autoridade regulatória nacional. O encontro, realizado esta semana, teve como objetivo compartilhar atualizações sobre os planos de longo prazo da empresa no Brasil e consolidar um relacionamento de trabalho transparente e colaborativo com a instituição.

A delegação da SINOVAC reuniu o Vice-Presidente Global de Negócios, Weining Meng; a Vice-Presidente de Investimentos, Jennifer Jin; o Cientista-Chefe de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação, Dimas Covas; e a Diretora Sênior de Relações Institucionais na América Latina, Cintia Lucci. O grupo foi recebido pelo Diretor-Presidente da Anvisa, Leandro Safatle, e sua equipe.

Em Brasília, delegação da SINOVAC se encontra com equipe da Anvisa. Foto: Acerto SINOVAC.

Um dos focos principais da conversa foi o avanço das duas Parcerias para o Desenvolvimento Produtivo (PDPs) recentemente aprovadas pelo Ministério da Saúde. Estas iniciativas, estabelecidas em parceria com o Tecpar e a Eurofarma, viabilizarão a produção local das vacinas contra varicela e raiva humana, garantindo o fornecimento estratégico para o Sistema Único de Saúde (SUS).

A reunião foi fundamental para alinhar expectativas, reforçando a importância do diálogo contínuo com a agência reguladora brasileira à medida que a SINOVAC concretiza seus planos de expansão e seu papel no fortalecimento da infraestrutura de saúde no país.

SINOVAC e Tecpar iniciam trabalhos para produção de vacinas

Encontro no Paraná contou com a presença do vice-presidente da SINOVAC para a América Latina, Weining Meng e delegação

Foi dada a largada para a parceria que irá resultar no fortalecimento do sistema de saúde público brasileiro!

Aconteceu em 25 de novembro de 2025 a primeira reunião de trabalho entre a SINOVAC e o Instituto de Tecnologia do Paraná (Tecpar), em Curitiba. Um dia após formalização do contrato com o Ministério da Saúde para fornecimento de vacinas para o Sistema Único de Saúde (SUS), a SINOVAC e o Tecpar iniciaram o projeto para a produção conjunta de vacinas contra a raiva humana.

SINOVAC e Tecpar iniciam trabalhos para a produção de vacinas. Foto: Hedeson Alves/Tecpar

O objetivo do encontro, que marcou o início da parceria, foi conectar as equipes brasileiras e chinesas para começar a avaliação dos prazos estipulados de transferência de tecnologia e para iniciar as providências do plano de trabalho que será apresentado ao Ministério da Saúde no início do próximo ano.

Reunião na sede do Tecpar marca o início da parceria entre o instituto e a SINOVAC. Foto: Hedeson Alves, Tecpar.

“Vamos trabalhar em todo o planejamento para entregar os produtos da PDP o mais rápido possível para a sociedade brasileira”, afirmou Dimas Covas, cientista-chefe e pesquisa e desenvolvimento da SINOVAC. “O mundo tem enfrentado falta de algumas vacinas que vamos suprir com a nossa parceria, que é importante para o Tecpar, que volta a produzir vacinas humanas, e para o Paraná”, enfatizou.

A intenção é que as vacinas contempladas na PDP sejam fabricadas em Maringá. No mês de novembro, a obra de implantação da infraestrutura do Parque Tecnológico Industrial da Saúde do Tecpar na cidade alcançou 50% de execução e segue avançando com a expectativa de ser finalizada até 2026.

“O Tecpar vai ser o único e exclusivo fornecedor da vacina de raiva humana no Brasil. Hoje é início de uma grande parceria de sucesso, que reafirma o papel de laboratório público oficial do instituto e coloca o Paraná entre os principais produtores de vacinas para a saúde humana no país”, afirmou o diretor-presidente do instituto, Eduardo Marafon.

Delegações da SINOVAC e do Tecpar reunidas em Curitiba: parceria sólida. Foto: Hedeson Alves, Tecpar.

SINOVAC oficializa chegada ao Brasil com assinatura de duas PDPs que fortalecem a produção nacional de vacinas

Em evento realizado pelo Ministério da Saúde em SP, acordos firmados entre Brasil e China ampliam a capacidade produtiva do PNI e estabelecem cooperação estratégica para imunizantes essenciais ao SUS

A SINOVAC oficializou sua chegada ao Brasil com a assinatura de duas Parcerias para o Desenvolvimento Produtivo (PDPs) que integrarão a estrutura produtiva do Programa Nacional de Imunizações (PNI), durante a Reunião Plenária do Grupo Executivo do Complexo Econômico-Industrial da Saúde (GECEIS).

O evento ocorreu nesta na segunda-feira, 24 de novembro de 2025, no Auditório Moise Safra, no Hospital Albert Einstein, em São Paulo, e contou com a presença do Ministro da Saúde, Alexandre Padilha; da Ministra da Ciência, Tecnologia e Inovação, Luciana Santos; do Diretor da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) e Diretor Regional da Organização Mundial da Saúde (OMS) para as Américas, Jarbas Barbosa; do Diretor-Presidente da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), Leandro Safatle; e diversas autoridades e executivos da área de saúde.

Alexandre Padilha, Ministro da Saúde. Foto: Allan Costa.

A iniciativa marca um novo capítulo na cooperação entre Brasil e China no campo da saúde pública, consolidado durante a visita ao país do vice-presidente da companhia para a América Latina, Weining Meng.

Weining Meng assina PDPs com Ministério da Saúde. Foto: Allan Costa.

“A SINOVAC tem como missão contribuir para sistemas públicos de saúde fortes e capazes de proteger suas populações. Investir em vacinas essenciais significa investir na prevenção de doenças e na capacidade de salvar vidas. Estamos comprometidos em trazer ao Brasil tecnologias confiáveis e parcerias duradouras que atendam às necessidades reais do país”, afirmou o vice-presidente da gigante chinesa, reforçando o compromisso da empresa com o setor público e a saúde da população.

A presença da SINOVAC no Brasil é resultado de um processo institucional iniciado há um ano, quando o vice-presidente Geraldo Alckmin esteve em Pequim para uma reunião estratégica com a liderança da empresa. O encontro trouxe segurança e previsibilidade para que a SINOVAC avançasse em seus planos de investimento e colaboração — incluindo o anúncio de US$ 100 milhões para instalação e desenvolvimento de operações no país.

Para produção da vacina de raiva humana, a SINOVAC estruturou um modelo de cooperação inovador firmado em parceria com o Tecpar (Instituto de Tecnologia do Paraná), consolidando um arranjo público-privado brasileiro com participação internacional que fortalece a capacidade produtiva nacional. Isso permitirá o retorno do Tecpar à fabricação deste imunizante estratégico — hoje totalmente importado — fortalecendo a segurança sanitária e a resposta do SUS em emergências.

O diretor-presidente do Tecpar, Eduardo Marafon, avalia que a formalização da PDP fortalece a contribuição do instituto junto ao Complexo Econômico-Industrial do país, reforçando sua vocação histórica como fornecedor de produtos essenciais para a saúde pública. “Essa nova frente de atuação assumida pelo Tecpar também vai fortalecer a indústria da Saúde no Paraná, trazendo desenvolvimento tecnológico, científico e econômico. Para isso, já estamos construindo um novo campus em Maringá, no noroeste do estado, que será usado para a produção das vacinas, fruto do processo de transferência de tecnologia”, salienta. ‎

Por meio de outras parcerias, também será produzida a vacina de varicela, que ampliará a autonomia nacional na fabricação de um imunobiológico de ampla demanda populacional. As duas PDPs abrangem imunizantes essenciais do PNI.

Da esq. p/ dir.: Walker Lahmann (diretor-executivo da Eurofarma); Eduardo Marafon (diretor-presidente do Tecpar); Weining Meng (vice-presidente América Latina SINOVAC); Alexandre Padilha (ministro da saúde); e Dimas Covas (cientista-chefe e pesquisa e desenvolvimento da SINOVAC). Foto: Allan Costa.

O reencontro entre a SINOVAC e o governo brasileiro simboliza a conclusão bem-sucedida de uma etapa iniciada em Pequim e inaugura uma fase sólida de presença da empresa no país. A farmacêutica reafirma seu compromisso em fortalecer o PNI — reconhecido mundialmente — e em contribuir para a soberania produtiva nacional.

Sinovac estabelece parceria com Tecpar para fortalecer a produção local de vacinas

Acordo entre a multinacional chinesa e o Instituto Estadual prevê formulação e envase de imunizantes contra raiva, poliomielite, varicela e doenças pneumocócicas

São Paulo, 21 de fevereiro de 2025 – A Sinovac, farmacêutica multinacional, e o Instituto de Tecnologia do Paraná (Tecpar) anunciam a assinatura de um acordo que prevê o fortalecimento da produção local de vacinas e maior incentivo à indústria brasileira. O documento foi firmado durante evento na obra do Parque Tecnológico Industrial da Saúde do Tecpar, em Maringá, e contou com a presença da ministra da Saúde, Nísia Trindade. Inicialmente, o acordo prevê que as duas empresas trabalhem em conjunto em projetos com vistas à formulação e o envase de vacinas virais para doenças como raiva, poliomielite e varicela, e vacinas bacterianas para doenças pneumocócicas.

“A Sinovac tem orgulho de firmar essa parceria com o Tecpar e de compor essa frente de trabalho de instituições que atuam de forma eficiente na estruturação de plataformas tecnológicas para a produção local de vacinas”, comenta Cintia Lucci, Diretora Institucional Sênior para América Latina. Cintia ainda reforça que a colaboração visa também o desenvolvimento de uma indústria autossuficiente que gera empregos, inovação e competitividade, além de reduzir a dependência de insumos importados e assegurar uma resposta ágil a futuras crises de saúde.

Em junho de 2024, durante sessão plenária da Comissão Sino-Brasileira de Alto Nível de Concertação e Cooperação (COSBAN), na presença do vice-presidente Geraldo Alckmin, a Sinovac já havia anunciado o interesse em investir US$100 milhões no Brasil em demais projetos de P&D e produção local. Selecionada por meio de um chamamento público conduzido pelo Tecpar, a Sinovac consolida com essa parceria a possibilidade de investimento na construção de instalações para a produção de vacinas e desenvolvimento de terapias avançadas no país.

Iram de Rezende, Diretor Industrial da Saúde do Tecpar, enfatizou a importância desta parceria, reforçando que “este acordo representa um marco para a autossuficiência e competitividade da indústria brasileira de vacinas, especialmente em um momento em que a segurança sanitária e a sustentabilidade do PNI são temas prioritários para o país.”

Hoje, o Tecpar é o laboratório público responsável pelo fornecimento da vacina antirrábica veterinária ao Ministério da Saúde. Desenvolvido integralmente pelo instituto, este imunizante foi essencial no controle de casos de raiva em humanos e animais, destacando a expertise do Tecpar na produção de vacinas.

Após a finalização da etapa de obras no Parque Tecnológico Industrial da Saúde do Tecpar, em Maringá, serão realizados novos investimentos, públicos e privados, visando a produção de insumos estratégicos para o Ministério da Saúde, bem como parcerias para a Pesquisa e Desenvolvimento de novos produtos.

Sinovac tem papel central na produção de vacinas e na saúde pública do Brasil

Instalação de fábrica no país é estratégica para o fornecimento de imunizantes que protegem a população contra doenças infecciosas, uma vez que não será mais necessário importar esses insumos de outros países. Geração de empregos e fortalecimento do setor são outros pontos positivos

Em junho de 2024, o vice-presidente do Brasil e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, anunciou o investimento de R$ 100 milhões da Sinovac na produção de vacinas e terapias celulares no país. 

Na mesma visita oficial à China, Alckmin também divulgou a parceria da empresa com a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) em pesquisa e desenvolvimento de vacinas. “A ciência ajuda o mundo e temos que avançar ainda mais, temos que trabalhar juntos, por isso saúdo a disposição da Sinovac de investir no Brasil”, disse o ministro na ocasião.

Segundo Weining Meng, vice-presidente da Sinovac, durante a pandemia de COVID-19 a empresa percebeu o potencial e a demanda para vacinas na América Latina, particularmente no Brasil, um grande mercado na área da saúde. A região, porém, carece de uma indústria biofarmacêutica robusta, especialmente na produção de vacinas. 

“Nossa estratégia é trazer a produção e desenvolvimento de vacinas para o Brasil, fortalecendo parcerias locais para estabelecer operações de longo prazo. O modelo tem sido bem-sucedido na Turquia e esperamos replicá-lo na América Latina”, afirma Meng.

A empresa tem duas joint-ventures fora da China, o que pode ser replicado no Brasil. Na Turquia, foi realizada uma parceria com uma empresa privada local e a fábrica já está totalmente operacional, com transferência de tecnologia em andamento. Na Colômbia, a joint-venture foi com o município de Bogotá, e a fábrica deve começar a ser construída em 2025. 

A Sinovac distribuiu mais de 3 bilhões de doses de vacina contra a COVID-19 no mundo, cerca de um terço para países em desenvolvimento. No Brasil, a parceria com o Instituto Butantan possibilitou o fornecimento de mais de 125 milhões de doses.

«Nós já contamos com uma produção brasileira, com laboratórios públicos fabricando vacinas no país, mas essa capacidade não é suficiente para atender toda a demanda nacional. Ampliar essa produção seria fundamental, permitindo que o Brasil também se torne um exportador de vacinas, especialmente no contexto latino-americano”, opina a epidemiologista Carla Domingues, doutora em saúde pública e coordenadora do Programa Nacional de Imunizações do Ministério da Saúde entre 2011 e 2019. 

Além da COVID-19, a Sinovac planeja aumentar a disponibilidade de uma variedade de vacinas, visando doenças que afetam tanto o Brasil quanto a região mais ampla da América Latina. O objetivo é que a produção local e as parcerias estratégicas contribuam para o crescimento do setor de biotecnologia do Brasil, promovendo a inovação, a criação de empregos e o desenvolvimento de longo prazo no setor de saúde. 

“Ao estabelecer a produção local, vamos não apenas criar empregos, mas também estimular investimentos em pesquisa e desenvolvimento, estudos clínicos e manufatura. Isso vai beneficiar tanto o setor público quanto o privado”, atesta Meng.

Segundo Domingues, a produção local impacta positivamente a economia, diminuindo a necessidade de importação e fortalecendo a balança comercial. “Com uma infraestrutura biofarmacêutica local, ampliamos o mercado produtor nacional, impulsionamos o PIB e geramos empregos formais. Esse avanço vai além dos benefícios à saúde pública, representando uma expansão do mercado e um impacto social significativo”, diz.

O vice-presidente da Sinovac afirma ainda que o Brasil tem uma grande força de trabalho e excelentes cientistas, o que contribui para que a colaboração com parceiros locais maximize os recursos aplicados, fortalecendo a indústria de vacinas. 

“Estamos comprometidos com produção 100% local, não apenas em envasar algo produzido fora do país. Isso vai aumentar a eficiência da indústria e nos permitir competir com empresas multinacionais”, ressalta o executivo da Sinovac.

A Sinovac já possui três vacinas pré-qualificadas pela Organização Mundial da Saúde (OMS): contra a poliomielite, a hepatite A e a varicela. Essas vacinas, amplamente reconhecidas e utilizadas em diversas regiões, demonstram o compromisso da empresa em garantir soluções imunológicas seguras e eficazes para o Brasil e o mundo, reforçando a confiança pública e a cooperação com órgãos regulatórios internacionais.

Terapias celulares

Além de vacinas, a Sinovac planeja desenvolver novas tecnologias no Brasil, como terapias de células CAR-T. No Brasil, um estudo clínico está sendo realizado para aprovar o uso em larga escala de uma tecnologia desenvolvida no país, a um custo bem inferior aos tratamentos aprovado nos Estados Unidos. 

Por isso, a Sinovac pretende investir em pesquisa e desenvolvimento e estabelecer colaborações no país para a produção dessa e de outras terapias avançadas. Atualmente, 50% dos estudos clínicos para células CAR-T e terapias gênicas são realizados nos Estados Unidos, 40 a 45% na China e muito poucos na Europa e no Japão. Na América Latina, ocorrem menos de 1% desses testes, o que evidencia a oportunidade para o Brasil crescer nesse campo.

“Atualmente, as terapias CAR-T disponíveis no Brasil têm os mesmos preços praticados nos Estados Unidos, o que as torna inacessíveis para a maioria dos brasileiros. Produzindo localmente e investindo em pesquisa e desenvolvimento, podemos tornar essas terapias mais acessíveis, transformando o Brasil em um líder em biotecnologia junto a China e Estados Unidos”, afirma Meng.

Parcerias

A Sinovac já se comprometeu em colaborar com instituições de pesquisa brasileiras, como a Fiocruz, como parte do Centro BRICS de Desenvolvimento de Vacinas. A instituição federal já é uma parceira em pesquisa básica e estudos clínicos, que a empresa considera chave para reforçar a inovação na criação de vacinas e para tornar o Brasil um player auto-suficiente na indústria de vacinas.

“Ter uma produção nacional é essencial, especialmente quando falamos de insumos farmacêuticos ativos aqui no Brasil. Isso reduz nossa dependência do mercado internacional e aumenta a capacidade de resposta rápida a emergências, tanto no país quanto globalmente, o que faz uma grande diferença”, explica Domingues.

“O Brasil é um país membro dos BRICS com tremendo potencial para a inovação em saúde. Por meio de nossa colaboração com a Fiocruz, pretendemos construir uma indústria capaz de enfrentar tanto desafios nacionais quanto globais de saúde”, encerra Meng.

Sinovac facilitou o acesso dos países do Hemisfério Sul às vacinas contra a COVID-19

Segura e eficaz, com doses que não precisam de refrigeração, empresa possibilitou que mesmo moradores de regiões remotas fossem imunizados, num período em que outros imunizantes chegavam apenas a países ricos 


Mesmo um país que tenha muitas doses de vacina à disposição ainda precisa fazê-las chegar à população. Na América do Sul, com alguns dos maiores rios do mundo, montanhas e florestas, levar os imunizantes para todo o território, muitas vezes em lugares remotos, foi um grande desafio. 

Nesse contexto, a Sinovac se mostrou uma aliada e tanto de governos nacionais e locais e seus sistemas de saúde. Podendo ser armazenada por até 42 dias a 25o C, a vacina possibilitou que populações indígenas e ribeirinhas, por exemplo, pudessem ser vacinadas. 

«Nossa capacidade de distribuir vacinas em extremas condições na China, que tem regiões desafiadoras assim como no Brasil, combinada com nossa experiência durante a pandemia, nos dá confiança para garantir uma distribuição de vacinas irretocável, mesmo em regiões remotas como a Amazônia”, afirma Weining Meng, vice-presidente da Sinovac e representante da empresa no Brasil.

Enquanto outras vacinas chegaram primeiro na Europa e Estados Unidos, os mercados mais ricos, ainda no final de 2020, a Sinovac trouxe a primeira vacina contra a COVID-19 para a América Latina.

“O Butantan foi o primeiro fornecedor de vacinas contra a Covid-19 para a América Latina. Foi uma estratégia de transferência de tecnologia que nos favoreceu muito”, apontou a então coordenadora da Unidade Técnica de Medicamentos, Tecnologia e Pesquisa da Organização Pan-Americana de Saúde (OPAS), Maria de los Angeles Cortés, durante visita ao Instituto Butantan em 2022. 

Um estudo divulgado em agosto de 2024, que avaliou 2163 voluntários entre vacinados e não vacinados, mostrou que a eficácia da vacina da Sinovac em prevenir casos moderados e leves de COVID-19 foi de 91%. 

Quando chegou ao Brasil, algumas informações equivocadas geraram dúvidas em parte da população. Ainda assim, a vacina provou sua importância no combate à pandemia e continua sendo aplicada no Programa Nacional de Imunizações. 

Três anos após o início da vacinação, permanece como uma opção recomendada, inclusive, para pessoas com menos de 40 anos. No final de 2022, o Ministério da Saúde, seguindo exemplos de países como Reino Unido e Estados Unidos, passou a sugerir a substituição de outras duas marcas de vacinas para esse grupo etário nas doses de reforço, devido ao risco de trombose observado após a aplicação.

Na avaliação de Gonzalo Vecina Neto, professor da Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo (USP), fundador e ex-presidente da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), a situação no Brasil era tão crítica em 2021 que qualquer vacina, desde que aprovada pelo órgão, seria bem-vinda.

Mesmo nesse contexto, porém, a parceria do Instituto Butantan com a Sinovac foi “muito inteligente”, dado o histórico da empresa chinesa, fundada em 2001, na produção de vacinas. E também pelo fato de não necessitar de refrigeração em baixíssimas temperaturas, como era o caso de outras vacinas que se apresentavam no mercado naquele momento.

Aliada perfeita

Antes que fosse fabricada no Brasil pela parceira da Sinovac no país, o Instituto Butantan, as primeiras 10,8 milhões de doses foram importadas da China. Após esse período, passaram a ser fabricadas na instituição paulista, uma das mais respeitadas do mundo, chegando a 125 milhões de doses no total.

Em outros países da América do Sul, a vacina também foi estratégica para atender populações espalhadas nos cantos mais recônditos do continente. Era o momento em que a variante Gama, então conhecida como P.1, se originara em Manaus e caía por terra a possibilidade de uma imunidade de rebanho, como chegou-se a acreditar que aconteceria com o SARS-CoV-2. 

“Alguns ainda insistiam que a contaminação do maior número possível de pessoas levaria à imunidade de rebanho. A Gama acabou de vez com essa perspectiva, uma vez que ela surge e aumenta o número de mortes, justamente quando a maior parte da população de Manaus já havia tido contato com o vírus”, lembra Vecina.

O enorme desafio de conduzir vacinações em larga escala na Amazônia, dado o isolamento de muitas comunidades e a infraestrutura precária de navegação por rios e as poucas estradas, precisava ser superado. A Sinovac foi a aliada perfeita.

Crianças

A vacina da Sinovac foi autorizada para uso no Brasil no dia 17 de janeiro de 2021. Um ano depois, a Anvisa autorizou a ampliação do uso da vacina para crianças e adolescentes de 6 a 17 anos de idade. Ainda em março de 2022, o Instituto Butantan solicitou a ampliação do uso para crianças de 3 a 5 anos.

A aprovação, por unanimidade, veio no dia 13 de julho e incluía mesmo crianças imunossuprimidas e com comorbidades. A decisão se baseava em estudos clínicos e em dados epidemiológicos que demonstraram a efetividade e a segurança no público infantil. 

No Chile, a vacina havia sido a mais segura para as crianças e teve a menor taxa de eventos adversos registrada. Outros países como China, Colômbia, Tailândia, Camboja e Equador já haviam administrado as doses em crianças de 3 anos ou mais. A partir de 2023, crianças a partir de 6 meses passaram a poder ser vacinadas contra a COVID-19.

Até outubro de 2024, mais de cinco milhões de crianças de 6 meses a 11 anos de idade haviam sido vacinadas com três doses contra a COVID-19. Entre 12 e 17 anos, eram pouco mais de 6,5 milhões, segundo o Ministério da Saúde.

A Sinovac teve papel central no encerramento da pandemia, tanto no Brasil quanto no cenário global. Sua adoção em diversos países do Hemisfério Sul ajudou a equilibrar a distribuição de vacinas mundialmente, contribuindo para uma resposta mais equitativa à crise da COVID-19.